quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

The Good Place 😇

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Esta entrou diretamente para o compartimento das séries favoritas de sempre. É daquelas que custa fazer o luto, embora ainda venha por aí uma quarta temporada.

Normalmente, as minhas preferências incidem em histórias mais pesadas, que encerram grandes semânticas. Contudo, The Good Place é a prova de que as coisas simples e limpas também podem brilhar e prestar um grande serviço ético e moral. Ipsis verbis

A criação da série é da responsabilidade de Michael Schur, que se interessa por Filosofia, em especial, pelos teóricos que se dedicaram ao estudo da Ética. O resultado dessa curiosidade foi um argumento brilhante, com comédia inteligente e alegorias maravilhosas. 

Ao que parece, quando os humanos (essas criaturas básicas e egoístas) morrem, são recebidos no The GOOD Place ou no The BAD Place, consoante as suas ações na vida terrena. Contas feitas, Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) reuniu pontuação suficiente para entrar no bairro mais bonito que a eternidade já viu: o The Good Place. O arquiteto da área do bem, Michael (Ted Danson), apresenta à recém-chegada a sua nova casa, os pontos principais do bairro (restaurantes com comida digna de Pinterest, parques idílicos e locais de festas elegantes) e a sua alma gémea. Sim, no "Céu", todos têm um match perfeito (esqueçam as experiências sociais que fazemos na Terra). 



Fonte: https://i.pinimg.com/736x/6b/15/94/6b15947877a1bf8474bb8767615e4450.jpg


Assim que Eleanor fica a sós com o seu match, Chidi Anagonye (William Jackson Harper), confessa que pode ter ocorrido um erro muito grave: a protagonista reconhece que foi um ser humano terrível e que as suas atitudes com os que a rodeavam foram tudo menos complacentes. Em choque, Chidi, que na Terra havia sido professor de Filosofia, aceita proteger a sua nova amiga, caso esta frequente aulas de Ética e aprenda a movimentar-se no caminho do bem.

As intenções eram adequadas, todavia, a estada de Eleanor no sítio errado começa a surtir efeito e a pôr em perigo o quotidiano dos seus vizinhos. Rapidamente se descobrem mais falhas nos critérios de admissão de outros residentes e alguma corrupção por parte de quem administra o The Good Place. Determinados a descobrir a verdade, o par ideal junta-se a Tahani Al-Jamil (Jameela Jamil) e a Jianyu Li (Manny Jacinto). Nesta jornada, o quarteto fantástico vai confrontar-se com os binómios bem/mal e certo/errado, com os valores de amor e de amizade, com o verdadeiro espírito de sacrifício e com a experiência de autoconhecimento. Ser uma pessoa medíocre é mais fácil, mas dá grandes dores de consciência. 


Fonte: https://cdn-images-1.medium.com/max/2600/0*Nzc67aWYNkisIU6N.jpg


A série conta com três temporadas, cada uma com doze episódios de vinte minutos. Está disponível na Netflix e vê-se, sem exagero, em três ou quatro dias. Acrescento que os cenários e os efeitos são, realmente, muito agradáveis (colocam o Instagram a um canto) e as aventuras das personagens principais deixam-nos com dores de costas, devido ao facto de ficarmos horas petrificados, no sofá. 

Fiquem com o trailer e uma pergunta. E se fosse com vocês? Acham que iriam para o The Good Place ou para o The Bad Place? Se a resposta for peremptória, é porque deviam mesmo ver a série.  







Escrito por Susana Ferreira.