segunda-feira, 10 de julho de 2017

Imagine Dragons | Dia 08 | NOS Alive




Como pessimista que sou, estou sempre a dizer que a sorte é uma coisa que nunca me acompanha. Mas, desta vez, fui bafejada por essa entidade que mal me conhece. Estar naquele concerto foi como ser selecionada para a visita à fábrica de chocolate do senhor Wonka. Não consegui os bilhetes no tempo estimado para venda e, como tal, já tinha perdido a esperança. Entretanto, lá apareceu um arrependido que o quis vender. Dei uma nota preta. É verdade. Contudo, voltaria a dar cada cêntimo. Se não realizarmos os sonhos aqui e agora, o comboio passa e pode não voltar. Muito piegas, eu sei. Ainda estou na cloud nine com o acontecimento do dia 8. 

(A excitação para o último dia era tal, que algumas pessoas estavam à entrada do festival, com um cartaz, a manifestar a sua vontade de ainda comprar um bilhete.)

Uma vez no recinto, dirigimo-nos ao palco NOS para conseguir um bom lugar... Assistimos aos Kodaline (músicas giras por sinal, não os conhecia muito bem) e, sempre que podíamos, lá avançávamos mais uns centímetros. Ok. 20.30h no relógio da Rita. Muita ansiedade no meu pobre coração. E tudo começa com Thunder e com Gold

Já apresentados, saúdam o povo português. Dan Reynolds fica visivelmente emocionado por voltar a Portugal e elogia o público, dizendo que somos pessoas com paixão. Aproveita a positividade para fazer um discurso acerca do terrorismo nos eventos de música e pede que não tenhamos medo e que espalhemos a paz. Rapidamente a multidão reage e levanta dois dedos. ✌

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Fomos um público muito barulhento, apesar de isso, possivelmente, não ter passado para quem estava a ver a emissão da RTP. Se eu saí rouca e não sou, normalmente, uma pessoa muito expansiva, imagino quem estava mesmo a dar as vísceras. 

Por sua vez, se há vocalista que dá as vísceras é mesmo Dan Reynolds. Ele pula, ele corre, ele vai para junto da multidão. Houve um momento em que deixei de o ver no palco e no ecrã. Fiquei um pouco confusa, até que a Rita me diz muito eufórica ''OH! MEU DEUS SUSANA, OLHA!!!!". Oh! Ele estava em cima da plataforma do realizador, muito perto de nós.  A música It's time ganhou um novo significado para mim.  





Confesso que tinha algum receio de que só cantassem um excerto da Demons. Felizmente cantaram o sucesso na totalidade e eu parei nesses três minutos. Eu não sabia se queria chorar ou apenas deixar a adrenalina percorrer o meu corpo todo. Fiquei-me pela segunda opção. Estava demasiado contente. 😍


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O público ficou ao rubro com as três últimas canções: On Top Of The World, Beliver e Radioactive. Não podíamos ter cantado mais alto. O final, como todos os finais devem ser, foi épico. O solo de percussão de Radioactive é de ficar sem fôlego. 

Não soube a pouco. Dizer o contrário seria uma injustiça. Por mim, ficava lá mais uma hora, mas a realidade tem sempre de voltar. Por incrível que pareça, acho que só ontem à noite é que acordei... De resto, andei a viajar de nuvem em nuvem, ou mesmo de planeta em planeta. Ir a concertos dá-nos uma perspetiva diferente da vida, inspira-nos e faz com que as coisas mesquinhas que nos irritam fiquem do tamanho de uma bolinha dos cereais Nesquik. 

Fui muito feliz neste dia. Obrigada por atenderes aos meus caprichos, Rita. 😂😂





Escrito por Susana Ferreira. 

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