terça-feira, 13 de junho de 2017

Tu já és mãe e eu pratico com os filhos dos outros 😅

Umas vezes, a vida toma o rumo que se planeou, outras, aquilo que não foi programado, revela-se o melhor. E cada um vive consoante lhe apraz, por isso a amizade inclui a/o(s) que ainda estão a conquistar a estabilidade profissional, a/o(s) que constroem um caminho a dois e as que cimentam um lar e já contam com o primeiro filho. O primeiro caso é o meu e o segundo o da amiga a quem propus responder a algumas questões sobre esta fantástica imersão na maternidade.


Fontes: http://2.bp.blogspot.com/-3wY335ItT28/VUvSIYsOMWI/AAAAAAAAAeM
/O8KHZoJI1sg/s1600/desenho-colorir-dia-das-maes-1.gif
http://www.infohoje.com.br/wp-content/uploads/2013/09/desenhos.jpg




A tua gravidez foi planeada ou resultou de um "descuido"?

Nós já tínhamos falado em ser pais, mas queríamos organizar as coisas primeiro, ter uma casa melhor e com espaço para acolher um bebé. No entanto, aconteceu ao contrário. E, mesmo sem estar planeado, foi o melhor que podia acontecer. (Acredito que sim, e na verdade sempre achei que a maternidade era um desejo teu e algo que mais tarde ou mais cedo acabaria por acontecer.)


Quando é que tiveste consciência de que irias ser mãe?

Depois do teste dar positivo, talvez? (A maternidade não lhe "roubou" a prontidão e o sarcasmo nas respostas 😅)


De início assustou-te pensar que desempenharias esse "papel"?

Ser mãe não é desempenhar um "papel". É amar incondicionalmente e o "resto" vem por acréscimo. Agora, assustar, não sei... Sei que tive dúvidas (ainda tenho dúvidas e acho que vou sempre ter). Mais do género: irei conseguir cuidar dele? Saberei ensiná-lo/educá-lo? Conseguirei protegê-lo? Acho que uma mãe, por mais que tente dar sempre o seu melhor, vai pensar se poderia, de alguma forma, dar mais ou ser mais. (Desculpe lá se ainda não tenho esse aprofundamento e formulei a pergunta de maneira fria 😅; Mas sim, seja o que for que fizermos vamos ter sempre dúvidas se estamos a desempenhá-lo da maneira correta. Sempre que dou uma aula, no final procedo a uma autoavaliação, e caraças, saber que num dia não estive tão bem martiriza-me.)


Como te sentiste quando o bebé nasceu?

Feliz, por finalmente conhecer o amor da minha vida! Cansada, mas preenchida. Acho que foi uma explosão de sentimentos. E segurá-lo nos meus braços era tudo o que queria. (Na realidade, não consigo entender a emoção, faz parte da realização final de todo o processo de ser mãe. O mais próximo no momento é ficar radiante quando elogiam o meu trabalho ou uma aluno apresenta sucesso.)


Acreditas que a vontade de ser mãe surge em algum momento ou há quem não esteja destinada a sê-lo?

Considero que nada tem a ver com o "estar destinado". Um dia, acontece e percebe-se que é o melhor que podia acontecer. Mesmo no meio das incertezas. (Acho que sabes a minha opinião sobre esta questão, e eu própria tenho dúvidas no que se refere à minha predisposição para a maternidade. Mas confesso, interagir com os alunos mais novos despertou um sentimento de afeição e um lado cuidadoso e "familiar".)


O que é que o teu filho veio acrescentar à tua vida?

Acrescentar? Amor, sempre e cada vez mais amor. Amor verdadeiro, incondicional e único, que só uma mãe pode sentir por um filho. Devo dizer que também veio retirar horas de sono, mas nada que não se suporte. Vê-lo sorrir e palrar, brincar e aprender compensa essas horas de sono a menos. Aliás, depois de acordar, passados uns minutos, já nem se sabe o que é ter sono. Veio acrescentar aprendizagens: tudo tem o seu tempo, as refeições fora de horas e frias, também sabem bem; os banhos rápidos como se tivesse super poderes e, sem esquecer a super audição; o sono leve, é possível acordar até quando o bebé se mexe levemente. E as letras de músicas que se decoram só para o entreter e ver sorrir. (Se antes gostava de música, agora aqui por casa é só Xana Toc Toc e Panda e os Caricas, com algumas músicas tradicionais da nossa infância. E as séries substituídas pelos desenhos animados do canal panda.)

(Mais um sentimento que ainda me é transcendente. No entanto, sabendo do amor que os meus pais nutrem por mim não hesito em concordar que é assim. Lamento é dizer que ainda não estou psicologicamente preparada para abandonar as séries, ainda não sei quem é A.D em Pretty Little Liars e o Inverno tá quase aí em Game Of Thrones 😅)




Conselho para as futuras mães 👶

As coisas que servem para uma mãe , podem não servir a outra. Cada uma tem a sua maneira de ser, estar e viver. Que não se prendam ao que outras pessoas dizem: "Se fosse eu, fazia assim." ou "No meu tempo, era assim...". Cada mãe e respetivo bebé tem o seu tempo. Não são todos iguais, não vão todos dar o seu primeiro sorriso com um mês de vida e ter cólicas nos primeiros três. E esqueçam o "dar a maminha só de três em três horas". O bebé sabe pedir e nós, mães, aprendemos a ouvir. Uma hora depois, a criança pode querer não por ter fome, mas por querer o miminho de estar colado à mãe. Fundamentalmente, oiçam os bebés, não quem está de fora, por vezes, só atrapalham!






Uma entrevista CSD

Entrevistadora: Mariana Pinto


2 comentários:

  1. Todas as mães agem de forma diferente, cada uma conforme o que considera mais correcto, mas o amor... esse é comum, penso eu, a todas! Não há amor como o que se tem por um filho, é indescritível. Nota: eu tenho um filho com 8 anos e NUNCA deixei de ver séries ;) também decorei músicas infantis e também passei muito tempo a ouvi-las e a ver bonecada. Mas as minhas séries... sempre! :P

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    1. Concordo totalmente quando diz que não existe amor igual ao que se nutre por um filho :) Então ainda há esperança em relação às séries :D

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