quinta-feira, 29 de junho de 2017

O final de Pretty Little Liars

Após uma sequência de sete temporadas, Pretty Little Liars chegou ao fim. Reconheço que não estava tão ansiosa como quando descobrimos a identidade de -A (ver aqui: https://cantosuperiordireito.blogspot.pt/2016/01/a-identidade-de-a_29.html). As teorias dos fãs era muitas, mas a mais apontada afigurava-se perfeitamente adequada ao desenvolvimento que os produtores estavam a dar à série.

De forma concisa, apresento a seguir o meu parecer sobre os pontos mais significativos deste final.



1) O desfecho dos casais revelou-se demorado e alguns aspetos um tanto desnecessários. A resolução de cada história de amor ocupou uma grande parte do episódio, que deveria ter sido aproveitada para explicar melhor as motivações de AD. Penso que a trama que precisou mesmo de uma atenção maior foi a da Emily e Alison e as suas gémeas.


Fonte: https://pmctvline2.files.wordpress.com/2016/10/pll-finale-031.jpg?w=700&h=467




2) O destaque dado à personagem Mona pareceu-me forçado. Sou da opinião que seria favorável resgatar algumas personagens do passado e fazê-las contribuir para o final. No caso da Mona, foi alguém que basicamente levou todos os créditos, quando existiam muitas outras figuras que poderiam desempenhar o papel dela em algumas situações. (Contudo compreendo que os compromissos profissionais impeçam alguns atores de fazer participações em PLL, e os produtores tenham de aproveitar os que se encontram mais disponíveis.)




3) A revelação de AD mostrou-se previsível (referi acima o facto de os fãs preverem este final). A história foi no meu entender fraca e pouco sólida para a vilã que conhecemos. Houve um reaproveitamento do parentesco gémeas e creio que mesmo que a produtora, Marlene King, quisesse, não conseguiria selecionar uma personagem que viesse responder a todas as questões sem resposta ao longo da série.



4) A interpretação da Troian Bellisario como Alex Drake (AD) precisou ser aplaudida de pé. Ela trouxe uma criatura insana e inteligente. Aliás, AD só poderia ser uma dupla da personagem Spencer, uma gémea, já que ela era a figura mais completa para tal. O aparente reflexo da Spencer que depois veio a revelar a sua gémea transbordou genialidade. O próprio covil construído por AD me lembrou o filme "O silêncio dos inocentes" e a prisão onde Hannibal Lecter estava enclausurado.


Fonte: http://apaixonadosporseries.com.br/wp-content/arquivos/2017/06/PLL-7x20-series-finale.gif




Confesso que apesar de todos as lacunas, o facto de a minha personagem favorita ser a End Game me deixou muito contente. Sem desmerecer o desempenho da Vanessa Ray (-A), irrepreensível, a Troian Bellisario mereceu ser esta vilã pela grande e empenhada atriz que se fez em PLL.

O meu repúdio em relação a finais, estende-se também às séries, portanto sim, sentirei saudades das frases em Latim proferidas pela Spencer, dos planos inteligentes de AD, de alguns casais e das situações bem construídas.... na verdade, também de tudo menos bom, mas


Fonte: https://i.ytimg.com/vi/pwIF8HAd2Ak/hqdefault.jpg



Escrito por Mariana Pinto

segunda-feira, 26 de junho de 2017

A 1.ª vaga



Fonte da imagem de base: http://lh6.ggpht.com/8LUjbsOdcabHyuRMJS--hfvSnf36A2O_dY_uL7AKVi3FGuMh7BE661YMDA_CYbF6FOsn6j__KeuYYVULO21Eqg=s480-c-e365



No sábado, depois de assistir ao jogo Portugal x Nova Zelândia*, a amiga com quem estava lança a pergunta fatídica: vamos espreitar os saldos????


*Um bocadinho frouxo no início, mas na segunda parte lá arrebitou. Vamos ver como é que as coisas correm, na quarta-feira (dia 28), com o Chile. Gostava muito que Portugal marcasse, novamente, presença numa final. Estou a ficar demasiado entusiasmada, no que diz respeito a estas competições. Mas sabem como é, quando uma pessoa reconhece (finalmente) um fora de jogo, o céu é o limite. Teoria do futebol? 20 valores. 


- Sim, vamos. Pode ser que haja alguma coisa gira. 

Quando chegámos à superfície comercial, reparei que não deambulava muita gente pelos corredores. Ótimo. Felizmente os zombies ainda não chegaram aqui, ainda está tudo calmo. Ninguém está infetado. Falei cedo demais... Na verdade, DENTRO das lojas já andavam walkers por todo o lado. Atacavam as t-shirts, os vestidos e as roupas de praia e, nos provadores, iam satisfazendo o seu desejo primitivo de consumir têxtil.


Não censuro. Nos saldos, a roupa ganha vida. As camisolas deixam de estar dobradinhas e sossegadas nos expositores, para fazer parte de uma balbúrdia de um charriot qualquer. Quase caem para cima do consumidor, uma vez que, muitas mãos depois, o que era um charriot passa a ser uma maqueta do monte Evereste. 


As etiquetas vermelhas berrantes lançam um perfume encantado que faz com que todos sigam o seu rasto. CAMISAS DESDE 9.99 €!!!! E lá vão os zombies atacar as suas presas. 


Nunca encontro nada que valha a pena nos saldos. Fujo das montanhas, dos expositores enxovalhados e das roupas que, claramente, estão presas no armazém desde 1990. Só vêem a luz do dia nesta época que, para elas, é de festa. Não se enquadram no design das suas colegas de cruzeta e, as que têm a intenção de exibir a cor branca, ficam-se pelo bege sujo (literalmente sujo). 


Enfim, depois desta imersão falhada nos saldos, decidimos fazer o que realmente importa: comer. Deslocámo-nos ao setor da restauração e tudo fez sentido. Molhar batatas fritas em molho cheddar!! O que se pode querer mais nesta vida? 🍟🧀😍




Escrito por Susana Ferreira. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

O que provocou o incêndio em Pedrógão Grande?

Não só porque se trata de uma grande calamidade que está a assolar o nosso país, mas devido ao facto de pessoas próximas estarem a enfrentar esta catástrofe, decidi discorrer sobre ela. Concretamente, para que todos entendamos, a origem deste assombroso incêndio.





As chamadas nuvens "Cumulonimbos" desenvolvem-se nas seguintes condições:

  • Ar muito seco;
  • Humidade muito baixa;
  • Temperaturas muito elevadas.

Imagem ilustrativa das nuvens "Cumulonimbos"




Esta situação leva a consequências como aguaceiros e trovoada, somente aguaceiros ou a trovoada seca (trovoada sem aguaceiros).

Quando surgem aguaceiros, dada a elevada temperatura, a precipitação até chegar ao solo evapora-se, provocando a trovoada seca.




🔥


No caso de Pedrógão Grande, a conjugação de altas temperaturas e fraca humidade produziu descargas elétricas que resultaram num incêndio.

O conhecimento prévio deste acontecimento envolveria a participação de engenheiros florestais, no sentido de preverem o acontecimento e criarem medidas de prevenção junto das populações.


Fonte: http://www.ordemengenheiros.pt/fotos/editor2/regioes/regiaocentro/noticias/incendio.jpg



Esclarecimentos

O maior problema foi a falta de ordenamento das monoculturas de, principalmente, eucalipto. Só a prevenção feita a esse nível poderia ter evitado tal tragédia. Eventos meteorológicos sempre aconteceram e vão acontecer. O problema é que em vez de Portugal estar revestido da sua flora autóctone, preparada para os fenómenos meteorológicos que mencionaste, está coberto de maioritariamente pinheiro e eucalipto, sendo este último uma espécie exótica que está, entre muitas outras coisas "feita" para arder. O que se tem de fazer é uma consciencialização do problema que todos os anos assola o nosso país. Não arde por problemas meteorológicos, arde porque não há prevenção nem ordenamento das florestas. Nem vigilantes da natureza ou fiscalização.


O clima mediterrâneo é propenso a este tipo de fenómenos meteorológicos, ao qual a nossa flora se foi adaptando. Incêndios naturais sempre aconteceram e vão acontecer, pelo facto de ser uma forma da natureza manter o equilíbrio. Por isso, ao longo de milhares de anos a flora de cada local se foi adaptando para esses fenómenos mais ou menos frequentes. Mas o ser humano, como em tudo modificou... E modificou trazendo uma planta que é natural da Austrália onde existem milhares de fogos florestais anualmente, e está adaptou-se a conseguir competir com as outras espécies. Ela cresce muito rapidamente trazendo do solo todos os recursos, produzi um óleo nas suas folhas que é altamente inflamável e afasta todos os microrganismos pois não as conseguem consumir. Isto torna o solo pobre, onde pouco consegue crescer, o que significa muito baixa biodiversidade tanto de fauna como flora, e isso por si só já é grave. Num país com tão pouco território ainda se tira mais habitat à nossa fauna.Mas neste caso, o eucalipto está adaptado para arder e fazer arder...pois no seu local de origem é assim que consegue sobreviver.


Importante ler um artigo da revista Visão sobre o uso do eucalipto em Portugal: http://visao.sapo.pt/ambiente/opiniaoverde/joaocamargo/eucaliptugal-o-ecocidio-da-floresta-nacional=f752575


Inês Santos, aluna de Mestrado em Ecologia e Gestão Ambiental



🔊


De acordo com o Instituto do Mar e da Atmosfera, as condições atmosféricas deste domingo são propensas para que o fenómeno se repita.


Esperemos que o mesmo não se confirme e que a situação seja rapidamente controlada e todos possam descansar e fazer o luto pelos seus familiares.





Escrito por Mariana Pinto
Esclarecimentos científicos de Inês Santos

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Riverdale 🍧🍹

Fonte: http://www.chuksmobile.com/tv_series/media/tvlarge-Riverdale_28.jpg


Depois de terminar Skam, que adicionei prontamente à lista das séries da minha vida, tive de me agarrar a outra história. A série que eu fosse ver a seguir nunca superaria a sensibilidade e a emoção da obra norueguesa, como tal, de espírito aberto, comecei a ver Riverdale, uma mistura de Scooby-Doo com os clichés de high school americano. Ainda bem que os géneros são completamente distintos porque, longe de comparações, pude assistir a Riverdale tranquilamente. Ainda não fiz o luto de Skam, uma vez que faltam dois ou três episódios para o grande término, mas já começo a sentir saudades (😭😭). 

Riverdale é o nome de uma cidade sombria e misteriosa. Desde o assassinato do jovem Jason Blossom, herdeiro de uma fortuna considerável, incluindo o negócio do xarope de ácer, que a população vive em sobressalto. As sucessivas notícias que publicam o desenvolvimento da investigação do homicídio e os danos colaterais que a morte de um dos gémeos Blossom deflagrou, fazem da cidade um autêntico local de caça às bruxas. Os adolescentes Archie, Betty, Veronica e Jughead aguçam a sua veia de Sherlock Holmes e começam a investigar por si. No meio desta encruzilhada, ainda têm de lidar com a disfuncionalidade familiar, com a pressão psicológica típica da fase de liceu e com as dúvidas que surgem relativamente ao percurso académico. Numa Riverdale à beira do colapso, o Pop's é o restaurante de eleição e o sítio mais seguro para o convívio e para um milk shake saboroso. 

O ponto positivo mais evidente desta série, para além do mistério muito bem montado, é a caracterização das personagens. O guarda-roupa e a maquilhagem conferem às personagens um lado caricatural pronunciado que satiriza os clichés americanos. Se, por um lado, Betty é a menina perfeita de rabo de cavalo repuxado, Cheryl é a ruiva sensual e lúgubre, uma mistura de Jessica Rabbit com o obscurantismo das narrativas de V.C. Andrews sobre os irmãos Dollanganger. 

A série é um original Netflix, mas é exibida pelo canal CW. A primeira temporada é composta por treze episódios e já há a confirmação para uma segunda (a estrear em outubro deste ano). Se também sentes que deverias ter seguido uma carreira na investigação, esta história é para ti. 😏😏



Escrito por Susana Ferreira. 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Tu já és mãe e eu pratico com os filhos dos outros 😅

Umas vezes, a vida toma o rumo que se planeou, outras, aquilo que não foi programado, revela-se o melhor. E cada um vive consoante lhe apraz, por isso a amizade inclui a/o(s) que ainda estão a conquistar a estabilidade profissional, a/o(s) que constroem um caminho a dois e as que cimentam um lar e já contam com o primeiro filho. O primeiro caso é o meu e o segundo o da amiga a quem propus responder a algumas questões sobre esta fantástica imersão na maternidade.


Fontes: http://2.bp.blogspot.com/-3wY335ItT28/VUvSIYsOMWI/AAAAAAAAAeM
/O8KHZoJI1sg/s1600/desenho-colorir-dia-das-maes-1.gif
http://www.infohoje.com.br/wp-content/uploads/2013/09/desenhos.jpg




A tua gravidez foi planeada ou resultou de um "descuido"?

Nós já tínhamos falado em ser pais, mas queríamos organizar as coisas primeiro, ter uma casa melhor e com espaço para acolher um bebé. No entanto, aconteceu ao contrário. E, mesmo sem estar planeado, foi o melhor que podia acontecer. (Acredito que sim, e na verdade sempre achei que a maternidade era um desejo teu e algo que mais tarde ou mais cedo acabaria por acontecer.)


Quando é que tiveste consciência de que irias ser mãe?

Depois do teste dar positivo, talvez? (A maternidade não lhe "roubou" a prontidão e o sarcasmo nas respostas 😅)


De início assustou-te pensar que desempenharias esse "papel"?

Ser mãe não é desempenhar um "papel". É amar incondicionalmente e o "resto" vem por acréscimo. Agora, assustar, não sei... Sei que tive dúvidas (ainda tenho dúvidas e acho que vou sempre ter). Mais do género: irei conseguir cuidar dele? Saberei ensiná-lo/educá-lo? Conseguirei protegê-lo? Acho que uma mãe, por mais que tente dar sempre o seu melhor, vai pensar se poderia, de alguma forma, dar mais ou ser mais. (Desculpe lá se ainda não tenho esse aprofundamento e formulei a pergunta de maneira fria 😅; Mas sim, seja o que for que fizermos vamos ter sempre dúvidas se estamos a desempenhá-lo da maneira correta. Sempre que dou uma aula, no final procedo a uma autoavaliação, e caraças, saber que num dia não estive tão bem martiriza-me.)


Como te sentiste quando o bebé nasceu?

Feliz, por finalmente conhecer o amor da minha vida! Cansada, mas preenchida. Acho que foi uma explosão de sentimentos. E segurá-lo nos meus braços era tudo o que queria. (Na realidade, não consigo entender a emoção, faz parte da realização final de todo o processo de ser mãe. O mais próximo no momento é ficar radiante quando elogiam o meu trabalho ou uma aluno apresenta sucesso.)


Acreditas que a vontade de ser mãe surge em algum momento ou há quem não esteja destinada a sê-lo?

Considero que nada tem a ver com o "estar destinado". Um dia, acontece e percebe-se que é o melhor que podia acontecer. Mesmo no meio das incertezas. (Acho que sabes a minha opinião sobre esta questão, e eu própria tenho dúvidas no que se refere à minha predisposição para a maternidade. Mas confesso, interagir com os alunos mais novos despertou um sentimento de afeição e um lado cuidadoso e "familiar".)


O que é que o teu filho veio acrescentar à tua vida?

Acrescentar? Amor, sempre e cada vez mais amor. Amor verdadeiro, incondicional e único, que só uma mãe pode sentir por um filho. Devo dizer que também veio retirar horas de sono, mas nada que não se suporte. Vê-lo sorrir e palrar, brincar e aprender compensa essas horas de sono a menos. Aliás, depois de acordar, passados uns minutos, já nem se sabe o que é ter sono. Veio acrescentar aprendizagens: tudo tem o seu tempo, as refeições fora de horas e frias, também sabem bem; os banhos rápidos como se tivesse super poderes e, sem esquecer a super audição; o sono leve, é possível acordar até quando o bebé se mexe levemente. E as letras de músicas que se decoram só para o entreter e ver sorrir. (Se antes gostava de música, agora aqui por casa é só Xana Toc Toc e Panda e os Caricas, com algumas músicas tradicionais da nossa infância. E as séries substituídas pelos desenhos animados do canal panda.)

(Mais um sentimento que ainda me é transcendente. No entanto, sabendo do amor que os meus pais nutrem por mim não hesito em concordar que é assim. Lamento é dizer que ainda não estou psicologicamente preparada para abandonar as séries, ainda não sei quem é A.D em Pretty Little Liars e o Inverno tá quase aí em Game Of Thrones 😅)




Conselho para as futuras mães 👶

As coisas que servem para uma mãe , podem não servir a outra. Cada uma tem a sua maneira de ser, estar e viver. Que não se prendam ao que outras pessoas dizem: "Se fosse eu, fazia assim." ou "No meu tempo, era assim...". Cada mãe e respetivo bebé tem o seu tempo. Não são todos iguais, não vão todos dar o seu primeiro sorriso com um mês de vida e ter cólicas nos primeiros três. E esqueçam o "dar a maminha só de três em três horas". O bebé sabe pedir e nós, mães, aprendemos a ouvir. Uma hora depois, a criança pode querer não por ter fome, mas por querer o miminho de estar colado à mãe. Fundamentalmente, oiçam os bebés, não quem está de fora, por vezes, só atrapalham!






Uma entrevista CSD

Entrevistadora: Mariana Pinto


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Como cativar os alunos na disciplina de Português? - Parte 1

Fonte: http://lotusidiomas.com.br/wp-content/uploads/2015/02/port1.jpg


A experiência tem-me permitido constatar algumas das estratégias que se revelam proveitosas junto dos alunos. Enumero as que, no meu caso, mais surtiram o efeito pretendido.





Exposição inicial

Não prevejam aulas em que falem do início ao fim sobre um tema, por mais que ele seja interessante, a certa altura o foco de atenção dos alunos deixa de estar na aula. Assim, optem por introduzir uma matéria como se de uma história se tratasse. Vamos destacar no contexto político e social, bem com nas referências ao autor, informações que prevemos despertar a curiosidade dos alunos.


Como por exemplo:
  • Almeida Garrett chegou a ser Ministro dos Negócios Estrangeiros;
  • Luís Vaz de Camões viveu uma vida boémia e muitas vezes envolveu-se em rixas;
  • Luís de Sttau Monteiro era praticante de Fórmula 2.



🏫



Comparação com a atualidade

Para uma melhor compreensão de alguns tópicos, esta é sem dúvida a melhor estratégia. Uma transposição para os dias de hoje possibilita que os alunos consigam uma melhor perceção da realidade que queremos que eles percebam.


Como por exemplo:

Qual o conselho que Camões propõe aos seus contemporâneos em Os Lusíadas, no sentido de praticarem novas glórias?

"(...)
  As invejas da ilustre e alheia história
  Fazem mil vezes feitos sublimados,
  Quem valorosas obras exercita,
  Louvor alheio muito o esperta e incita."

  (Canto V, est. 92, vv. 5-8)




... a minha associação clássica: sabem quando um vizinho faz obras em casa, pinta, constrói uma nova divisão e etc, pois bem, o que é que o vizinho do lado faz pouco tempo depois? Exatamente o mesmo! Lá está, quando fazemos algo de relevante, os outros tendem a sentir inveja e isso estimula-os a também eles realizarem ações consideráveis. É como se lhe dessemos estímulo para o fazer, acontece a todos!




"(...)
  Por isso, ó vós que as famas estimais,
  Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
  Despertai já do sono do ócio ignavo,
  Que o ânimo de livre faz escravo."

  Canto X, est. 92, vv. 5-8



.... ou seja, levantai-vos do sofá, deixai a vida de café, porque quanto mais tempo ficardes aí mais difícil será deixar o comodismo, fazei algo de realmente significativo, que possa contribuir para o vosso sucesso e igualmente para o do país.





Esta é portanto a primeira parte de um conjunto de posts onde, munida pela minha pouca experiência, vos darei a conhecer algumas das táticas que façam com que vós, pais e professores, consigam que os alunos se encantem pela disciplina que mais pode contribuir para a sua formação pessoal.

Aguardem pela parte 2 :)




Escrito por Mariana Pinto

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Skam

Fonte: http://fansbr.com/wp-content/uploads/2016/12/skam-1.jpg


Confesso que, por vezes, sou um pouco resistente a ver filmes ou séries que não sejam em língua inglesa. Porém, só se estranham os primeiros minutos. Depois, ficamos acostumados à fonética da língua e tudo flui naturalmente. O único senão é que já não posso fechar o olho às legendas e, muito menos, adormecer a meio de algum episódio. Por outro lado, isso faz-me ficar verdadeiramente concentrada e focada nas histórias. 

Skam ('vergonha') é uma série norueguesa que retrata a vida dos adolescentes da escola Hartvig Nissens, em Oslo. Cada temporada apresenta um protagonista diferente e aborda temas distintos, sem nunca desligar por completo das personagens que já foram principais. A série procura tratar com a máxima dignidade e exactidão a busca da identidade, os distúrbios alimentares, a orientação sexual, a religião, a violência contra as mulheres, os ambientes familiares conturbados, a crise migratória na Europa, entre outros. 

Vou iniciar, neste momento, a terceira temporada e já posso adiantar que os atores foram escolhidos a dedo. Há muito tempo que não sentia tanto respeito pelas pausas. Pode parecer descabido, mas se há coisa que me intriga no mundo do cinema e da televisão é o facto de as personagens (que, na maior parte das vezes, são uma representação do mundo real) saberem sempre o que responder ao seu interlocutor, isto é, raramente há hesitação, tempo de raciocínio ou silêncio constrangedor. Em Skam, os diálogos são muito bem arquitetados e o mais próximos possível da realidade. É notório quando uma personagem está embaraçada, frustrada, perplexa ou receosa de introduzir um assunto que pode culminar numa discussão. Por sua vez, no plano afetivo, percebi que não há medo do toque ou do ridículo. As demonstrações amorosas são verosímeis, distanciando-se das poses fabricadas com que, amiúde, somos confrontados. 

A série está na sua quarta temporada e deverá ficar por aqui. Não percam Skam de vista, até porque os episódios não são longos e, facilmente, se assiste a uma temporada num dia. Acrescento, também, que a língua norueguesa é, a meu ver, de agradável audição. 


Escrito por Susana Ferreira. 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Piratas das Caraíbas

Homens Mortos não Contam Histórias 


Fonte: https://68.media.tumblr.com/16f7bfaebf959b1b86fd9e9e548ca368/tumblr_om5rsnWiZ71rkd2bio1_500.png



Ainda me lembro de assistir ao primeiro filme, na SIC. Deveria ter uns doze ou treze anos e fiquei petrificada a olhar para a televisão da cozinha da minha avó. Quando gosto realmente de alguma história, entro em transe e não ouço o exterior. Aqueles galeões exuberantes, as vestes das personagens, os interiores das embarcações e dos palácios, a orquestra possante, aqueles piratas imundos e dissimulados... E, claro, o anti-herói da trama, o capitão desajeitado, hilariante, cobarde e arisco: Jack Sparrow. Tudo isso me cativou e fui sempre acompanhando as aventuras que os mares profundos encerram. 



Fonte: http://digitalspyuk.cdnds.net/17/21/480x200/gallery-1495551969-giphy-18.gif



Ontem vi o quinto filme. O capitão Jack Sparrow está ainda mais cómico, mais bêbedo e mais medricas. Desta vez, o excêntrico pirata acordou uma nova maldição, ao trocar a sua bússola peculiar por uma corriqueira garrafa de rum. O comandante Salazar, El Matador Del Mar, chega dos confins para aniquilar navios e seus marinheiros. Não descansa até encontrar o seu Pardal (Sparrow) e ter as contas do passado devidamente saldadas. Desta forma, Sparrow, Barbossa, Henry, Carina e a tripulação habitual iniciam a busca pelo Tridente de Posídon, já que só ele os poderá libertar dos marujos fantasmas, liderados por Salazar. 

Neste quinto capítulo, regressam, ainda que esporadicamente, as personagens de Orlando Bloom e de Keira Knightley. Lembram-se da maldição a que Will Turner estava condenado? Na verdade, esses dias de escuridão podem estar na reta final. Elizabeth, Will e Henry podem voltar a ser uma família. Embora esse fosse o final esperado, confesso que sempre desejei que a Elizabeth ficasse com o nosso ''Pardalito''... Pode ser que num próximo filme... Sim, porque há pós-créditos!!! Tenham paciência e fiquem mesmo até ao fechar da tela. 😜😜



Fonte: https://68.media.tumblr.com/6a4b9d6827350ae65b2ac7337610841f/tumblr_oq1gcl2sm21qdvmxio3_500.gif







Escrito por Susana Ferreira.