quinta-feira, 20 de abril de 2017

Tale as old as time 👸👹

Fonte: http://s3-us-west-1.amazonaws.com/mediastinger/wp-content/uploads/2017/02/24120414/Beauty-and-the-Beast-2017-after-credits-hq.jpg


Depois de muito esperar, lá fui ontem ver este clássico. Começo já pela conclusão: irremediavelmente maravilhoso. Garanto que há momentos em que é quase impossível não tecer um simples «Oh... Tão bonito!». 

O episódio do jantar, em que é entoada a canção Be Our Guest, é de um aparato visual extraordinário. Na verdade, o espectador sente-se tão hipnotizado como a Belle. Assim como o jantar, também a dança deste par especial me encantou. Há, sobretudo, um tópico marcante: o momento em que a besta levanta a donzela... Enfim, todos concordamos que este filme traz uma mensagem poderosa embrulhada em magia.

Apesar de a película ser muitíssimo fiel à animação de 1991, há pequenas subtilezas que fizeram toda a diferença. O súbdito do enjoativo Gaston, LeFou, é apresentado, ainda que de forma indireta, como homossexual. Gaston aprecia ser bajulado por LeFou, no entanto, o machismo e o egocentrismo exacerbado que ostenta, não lhe permitem olhar ou amar o próximo. 

Por outro lado, quando os aldeões se dirigem ao castelo da besta para a matar, Madame Garderobe entra na ofensiva e bombardeia o inimigo com vestidos, maquilhagem e perucas. Um dos homens atingido com este banho de moda inusitado sente-se deveras feliz com o seu visual feminino. Um pequeno apontamento que encoraja o espectador a ser o que mais lhe aprouver. 

Ainda que se façam sentir algumas críticas negativas à atuação e ao canto de Emma Watson, julgo que são infundadas. Emma representa uma Belle next door, sem roçar nunca o simplório. Elegante e digna, Watson dá vida a uma Belle apaixonada pelos livros e pela gentileza dos demais. Quanto à banda sonora, essa achei-a arrebatadora.





A título de curiosidade, para quem gosta de musicais, apresento uma versão sui generis desta história encantadora.






Escrito por Susana Ferreira. 

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