sexta-feira, 7 de abril de 2017

13 Reasons Why 🎧 🖭 ▶

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🖭


Chegou a vez de Clay Jensen. À sua porta chegaram 7 cassetes que deve ouvir até ao fim. As fitas irão revelar-lhe os 13 motivos por que Hannah Baker, sua colega de trabalho e crush de liceu, se suicidou. 

Clay é um miúdo extremamente sensível, sem que isso o impeça de fazer justiça com as próprias mãos. Não consegue ouvir as cassetes de uma vez porque estas o deixam muito ansioso. Foi das últimas pessoas do liceu a recebê-las e custa-lhe que os seus colegas, depois de conhecerem a verdade sobre Hannah Baker, continuem as suas vidas frívolas e idiotas. 

Apesar de eu, por vezes, me ter irritado com o facto de Clay fazer ''pausa'' na reprodução das cassetes ou de, simplesmente, se recusar a ouvir todas as fitas, reconheço que esses intervalos eram necessários para que percebêssemos e honrássemos os últimos meses de Hannah. 

A menina bonita que todos pensavam que tinham o direito de usar e de magoar, deixou como herança 13 relatos arrebatadores e perfeitamente interligados. Cada fita ''lisonjeia'' (👿) uma pessoa que, dada a sua elevada cobardia, acabou por contribuir para a morte de uma inocente. 



Fonte: http://assets0.minhaserie.com.br/images/highlights/000/034/149/33013.jpg


As últimas faixas são destruidoras. Não quero desvendar o final nem expor os grandes motivos do suicídio, no entanto, depois de 13 episódios de uma série que encerra o intuito de alertar os jovens, os pais dos jovens e todas as comunidades escolares por esse mundo fora, realço a importância da Educação Sexual nos estabelecimentos de ensino, da existência de psicólogos qualificados (entenda-se, pessoa tecnicamente e moralmente distinta), assim como de uma abertura natural para falar sobre sentimentos e emoções. 

O que matou Hannah Baker foi a indiferença. Esta série fez-me perceber que temos de cuidar mais uns dos outros, deixar o nosso ego de lado e educar (urgentemente) os mais novos para o respeito e para a cidadania. Caso contrário, seremos apenas brutos numa era digital. 





Escrito por Susana Ferreira.

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