sexta-feira, 28 de abril de 2017

A minha vida relatada por João Ricardo Pateiro




Neste momento, eu também quero a minha vida relatada por João Ricardo Pateiro. Apesar de ter pouco de épico, a verdade é que, na voz de um relatador, tudo é mais emocionante. Aqui fica o meu contributo.


📻📻


Ora aí vem mais um carrinho a abarrotar! Aí está ele à entrada da área! Para quem é que vai, para quem é que vai?? O estabelecimento está a fechar, mas ninguém vacila… Para quem é que vai o carrinho mais cheio da noite?? Mas quem será??? 


SUSANAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! A lojista que foi emprestada por duas épocas ao hipermercado!!!!! SUSANAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!


A menina prepara-se para iniciar a compra, roda o tapete e vai passando os produtos do adversário. Dez latas de atum, cinco quilos de açúcar, vinte e cinco garrafas de vinho de diversas marcas, presunto da feira de enchidos e bacalhau especiaaaaaaaaaaal! 


Está a conseguir finalizar bem, com a rapidez certa, mas falta concretizar o fecho!! Vamos lá Susana, usa também a mão esquerda!!!! Essa força de braços tem de estar no pontoooooo!!! 


Continua a passar mais artigos! Massa esparguete, barras de cereais e creme para barrar!! Agora vêm os artigos mais pesados e complica!!! Complicou! Complicou! Complicou! Ai, ai, ai!!! Recupera, recupera, recupera!!! RECUPEROU!!!!! Três caixas de cerveja e seis garrafões de cinco litros!!! É obraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Está quase, quase a terminar!! 


Os últimos artigos estão a chegar perto da grande área, a rapidez está no auge, aguenta Susana, aguenta!!! Ahhhhhhhhhhhhhhh!!! PERIGO!!!! PERIGO!!! PERIGO!!! Um dos códigos de barras está ilegível!!! Toca a telefonar para o apoio às vendas!!! Vamos lá, vamos lá! Susana contra-ataca, consegue levar, novamente, os produtos para a grande área e faltam dois minutos para terminar! O segurança começa a fechar o estabelecimento… Isto é impróprio para cardíacos!!!


Não vamos perder a esperança! Não vamos perder a esperança!! Já só faltam quatro sumos de polpa, um de ananás, outro de pera e dois de frutos silvestres! Susana, a porta está a fechar! Passa um, passa outro e… ACABOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU!!! FINALMENTE!!! ESTÁ FECHADOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! ACABOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU! 


Momento musical: (adaptação da música Amor de água fresca, da cantora Dina)

Passou, pagou e meteu tudo na cesta,
Estes clientes dão-lhe a volta à cabeça, 
Venha cá, leve o seu talão,
Não se esqueça que acumulou cinco euros em cartãããooo! 



«ESTE É O SOM DA TSF! SÃO TRÊS LETRAS QUE CARIMBAM O RELATO DE QUALIDADE EM PORTUGAL!»



Escrito por Susana Ferreira. 

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Já não temos amor à profissão?


Sem rodeios, vamos ao(s) ponto(s):

  • Os professores, os advogados e afins mostram-se insatisfeitos e sem vontade de cumprir o seu papel;
  • Os funcionários das repartições de Finanças e dos Bancos, entre outros, são antipáticos e não estão dispostos a esclarecer as dúvidas das pessoas;
  • Os pais não têm tempo para os filhos e descuram na sua educação.

Como é óbvio, os grupos assinalados estão referidos de forma genérica. Contudo, começa a aumentar o número daqueles que se sentem desgastados do seu ofício.

Desde quando é que nos esquecemos da boa educação, de que estamos a lidar de um modo ou de outro, com um público e necessitamos revelar simpatia e agradabilidade.

Em que momento se nos varreu da lembrança que não estamos acima de ninguém e estamos naquele local para satisfazer as necessidades de quem nos procura.

Qual foi a altura em que as redes sociais se tornaram o único meio de encontrarmos algum desenfado.

Citando uma grande amiga, "Acordem(os) para a vida!", para que não sejam(os) meros espetadores, que assistem sisudos e aversos à realidade que podem(os) pintar com paixão.



Pintura de Leonid Afremov (nome e data de produção desconhecidos)

Escrito por Mariana Pinto


quinta-feira, 20 de abril de 2017

Tale as old as time 👸👹

Fonte: http://s3-us-west-1.amazonaws.com/mediastinger/wp-content/uploads/2017/02/24120414/Beauty-and-the-Beast-2017-after-credits-hq.jpg


Depois de muito esperar, lá fui ontem ver este clássico. Começo já pela conclusão: irremediavelmente maravilhoso. Garanto que há momentos em que é quase impossível não tecer um simples «Oh... Tão bonito!». 

O episódio do jantar, em que é entoada a canção Be Our Guest, é de um aparato visual extraordinário. Na verdade, o espectador sente-se tão hipnotizado como a Belle. Assim como o jantar, também a dança deste par especial me encantou. Há, sobretudo, um tópico marcante: o momento em que a besta levanta a donzela... Enfim, todos concordamos que este filme traz uma mensagem poderosa embrulhada em magia.

Apesar de a película ser muitíssimo fiel à animação de 1991, há pequenas subtilezas que fizeram toda a diferença. O súbdito do enjoativo Gaston, LeFou, é apresentado, ainda que de forma indireta, como homossexual. Gaston aprecia ser bajulado por LeFou, no entanto, o machismo e o egocentrismo exacerbado que ostenta, não lhe permitem olhar ou amar o próximo. 

Por outro lado, quando os aldeões se dirigem ao castelo da besta para a matar, Madame Garderobe entra na ofensiva e bombardeia o inimigo com vestidos, maquilhagem e perucas. Um dos homens atingido com este banho de moda inusitado sente-se deveras feliz com o seu visual feminino. Um pequeno apontamento que encoraja o espectador a ser o que mais lhe aprouver. 

Ainda que se façam sentir algumas críticas negativas à atuação e ao canto de Emma Watson, julgo que são infundadas. Emma representa uma Belle next door, sem roçar nunca o simplório. Elegante e digna, Watson dá vida a uma Belle apaixonada pelos livros e pela gentileza dos demais. Quanto à banda sonora, essa achei-a arrebatadora.





A título de curiosidade, para quem gosta de musicais, apresento uma versão sui generis desta história encantadora.






Escrito por Susana Ferreira. 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Big Little Lies 👀🙅

Fonte: http://cdn-sm5-prog.hbomax.tv/series/13501466.jpg


👀


Depois de ouvir rasgados elogios à prestação de Nicole Kidman nesta série, decidi espreitá-la. Confesso que, dos poucos trabalhos que vi de cada uma das atrizes, não estava muito entusiasmada. A performance delas nunca me arrebatou, como tal vi o primeiro episódio de espírito aberto, sem qualquer compromisso. Por outro lado, intrigava-me o facto de se ter juntado três mulheres tão diferentes entre si, na televisão: isto é, quando penso em Nicole Kidman ou Reese Witherspoon (atrizes laureadas e com um percurso consolidado), não formulo, automaticamente, o nome de Shailene Woodley. 


Celeste, Madeline e Jane constroem uma amizade improvável, numa cidade perfeita para viver, Monterey, na Califórnia. Desabafo atrás de desabafo, as amigas começam a perceber que nada é assim tão magistral como as aparências as fazem crer. Celeste (Nicole Kidman), apesar de ter uma família de sonho, deixa escapar o seu receio com o sexo precedido de violência que pratica com o marido. Consciente de que a sua relação conjugal é tóxica, procura uma conselheira matrimonial. Madeline (Reese Witherspoon), uma organizadora nata, reconhece que, no plano afetivo, a confusão se instala. Com um primeiro casamento falhado e um segundo muito vulnerável, Madeline encontra-se ansiosa e incapaz de gerir as dificuldades familiares que possam surgir. Jane (Shailene Woodley) é a mais nova e a que, assumidamente, se encontra mais desgastada. Ama o seu filho acima de tudo, no entanto jamais lhe dirá quem é o pai, visto que Ziggy é fruto de uma violação. Com o desenrolar da narrativa, percebe-se que estas mulheres escondem um grande segredo, que só é desvendado no episódio final. 


A série é liderada por figuras femininas, com garra, com poder e com histórias de vida marcantes. O desenlace é dramaticamente bonito e ressalva que, ''quando há muitas mulheres juntas'', algo grandioso pode acontecer. Fiquei estarrecida com a personagem da Nicole Kidman. Foi, sem dúvida, a maior surpresa. A forma como os abusos são retratados, as cenas de sexo perturbadoras, os diálogos com a conselheira matrimonial... Tudo isso mereceu o meu sincero respeito pela atriz. 


A série apresenta, somente, sete episódios, mas já começaram as negociações para uma segunda temporada. Espero que não estraguem esta singela preciosidade e que dêem uma continuação justa e coerente à narrativa principal. 




Escrito por Susana Ferreira. 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

13 Reasons Why 🎧 🖭 ▶

http://cinemaadois.com.br/wp-content/uploads/2017/04/13-Reasons-Why.jpg


🖭


Chegou a vez de Clay Jensen. À sua porta chegaram 7 cassetes que deve ouvir até ao fim. As fitas irão revelar-lhe os 13 motivos por que Hannah Baker, sua colega de trabalho e crush de liceu, se suicidou. 

Clay é um miúdo extremamente sensível, sem que isso o impeça de fazer justiça com as próprias mãos. Não consegue ouvir as cassetes de uma vez porque estas o deixam muito ansioso. Foi das últimas pessoas do liceu a recebê-las e custa-lhe que os seus colegas, depois de conhecerem a verdade sobre Hannah Baker, continuem as suas vidas frívolas e idiotas. 

Apesar de eu, por vezes, me ter irritado com o facto de Clay fazer ''pausa'' na reprodução das cassetes ou de, simplesmente, se recusar a ouvir todas as fitas, reconheço que esses intervalos eram necessários para que percebêssemos e honrássemos os últimos meses de Hannah. 

A menina bonita que todos pensavam que tinham o direito de usar e de magoar, deixou como herança 13 relatos arrebatadores e perfeitamente interligados. Cada fita ''lisonjeia'' (👿) uma pessoa que, dada a sua elevada cobardia, acabou por contribuir para a morte de uma inocente. 



Fonte: http://assets0.minhaserie.com.br/images/highlights/000/034/149/33013.jpg


As últimas faixas são destruidoras. Não quero desvendar o final nem expor os grandes motivos do suicídio, no entanto, depois de 13 episódios de uma série que encerra o intuito de alertar os jovens, os pais dos jovens e todas as comunidades escolares por esse mundo fora, realço a importância da Educação Sexual nos estabelecimentos de ensino, da existência de psicólogos qualificados (entenda-se, pessoa tecnicamente e moralmente distinta), assim como de uma abertura natural para falar sobre sentimentos e emoções. 

O que matou Hannah Baker foi a indiferença. Esta série fez-me perceber que temos de cuidar mais uns dos outros, deixar o nosso ego de lado e educar (urgentemente) os mais novos para o respeito e para a cidadania. Caso contrário, seremos apenas brutos numa era digital. 





Escrito por Susana Ferreira.

terça-feira, 4 de abril de 2017



Fonte: http://www.zastavki.com/pictures/originals/2012/Backgrounds_Rainbow_wallpaper_035527_.jpg




Cada um de nós deve gostar e sentir-se bem com a sua própria pele. O que não significa que não possamos ir alterando as camadas.






Entre as portuguesas, a moda dos cabelos de cores alternativas não pegou. No entanto, lá fora muitas foram as celebridades que aderiram, destacando-se o exemplo de Katy Perry. A cantora apostou no azul, no verde, no roxo, e a verdade é que todas lhe assentavam bem e através delas conseguiu ir dando mais graça à sua imagem.

Recentemente, Joss Stone veio a Portugal como madrinha de um dos cruzeiros da empresa Douro Azul e em terras lusas tingiu os cabelos de rosa. O aspeto irreverente que a cor lhe conferiu, bem como a presença única em palco não passaram despercebidos.

Fonte: https://oxequemassa.files.wordpress.com/2012/08/katy-perry-cabelo-azul-11.jpeg



Fonte: http://www.celebzz.com/wp-content/uploads/2017/04/joss-stone-at-inauguration-of-douro-azul-
hotel-ships-in-portugal-_1.jpg



Também os cabelos bastante curtos se tornaram tendência. Uma das pioneiras foi Miley Cyrus que se estreou com este look no polémico videoclip de Wrecking Ball. A mudança estendeu-se ao próprio estilo artístico da cantora.

Fonte: https://i1.wp.com/buzztv.pt/wp-content/uploads/2014/11/miley-cyrus.jpg



No nosso país, Leonor Poeiras revelou-se ousada e arriscou para ganhar. Um corte que lhe trouxe um ar mais moderno e lhe valeu uma marca de originalidade numa país pouco dado a "sair da caixa".


Fonte: http://www.atelevisao.com/wp-content/uploads/2013/10/leonor.jpg


Há algum tempo, também Scarlett Johansson optou por este corte bizarro. Aquela que é tida como uma das mulheres mais sexys do mundo não perdeu o título, antes mostrou como é cada vez mais merecedora do mesmo.

Fonte: http://www.sandrocassolari.com.br/wp-content/uploads/2015/04/Claudia-11.jpg



Mas, há ainda quem goste de arrojar de forma significativa e comprovar a segurança que possui em si próprio. O caso de Kristen Stewart, que surgiu com o cabelo quase rapado e depois de questionada, afirmou trata-se de uma opção pessoal, não estando relacionado com o trabalho cinematográfico.


Fonte: http://www.hiper.fm/wp-content/uploads/2017/03/kristenStewart.jpg


Por cá, o lado camaleónico de Ana Malhoa fê-la investir num corte semelhante. Este combinou muito bem com o estilo fornido* (como quem diz turbinado) que passou a caraterizá-la.


Fonte: http://www.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/5512be990cf2e2704a544fc9/800


E em relação a vós, quais as extravagâncias a nível capilar?


           Escrito por Mariana Pinto