quarta-feira, 29 de março de 2017

Vira o disco 💿


Tendo nascido no final dos anos 60, o meu pai experienciou toda a música que se fez nos anos 70 e 80. Na época, adquirir um vinil já era considerado um pequeno luxo para um menino da aldeia. Do que me conta, sempre que podia lá comprava mais um livro ou um disco do Círculo de Leitores. Os meus avós não gostavam que esbanjasse o dinheiro desta forma, mas, ao que parece, isso não o demoveu. Apresenta uma coleção generosa de discos, ainda que alguns tenham ficado perdidos no seu tempo. 

Decidi mostrar-vos os exemplares da coleção que mais me cativaram. Tenho pena de não ter nenhum gira discos. (O que o meu pai tinha acabou por se estragar.) O som deve ser muito diferente dos dispositivos a que já nos habituámos. 🎶






Os que não podiam faltar: ABBA e The Rolling Stones. O primeiro disco inclui os êxitos Super Trouper, Voulez-Vous, Gimme Gimme Gimme e uma música que a minha irmã ADORA, Winner Takes It All. Já o vinil da banda mais bem-sucedida de todos os tempos, reúne faixas como Angie, Start Me Up, Miss You, Brown Sugar, entre outras. 






Os pop: Flashdance e Michael Jackson. Ainda hoje a What a Feeling e a Beat It nos fazem sentir invencíveis. 







Os rock: O senhor da voz rouca cantava, por volta de 1982, o sucesso Guess I'll Always Love You. Por sua vez, a banda Duran Duran, um ano antes, lançava Like an Angel e My Own Way






Os românticos: Olhem que três! No início dos anos 80, Phil Collins cantava contra todas as probabilidades, George Michael dava-nos o instrumental de saxofone mais cool de sempre e Lionel Richie estava preso a alguém a quem iria dizer Hello






Os portugueses: Não é por serem portugueses, mas são os discos com as capas mais bonitas (na minha opinião). Realço, claro, as capas de José Cid e de António Variações. A Como o macaco gosta de banana, deve ser das músicas mais icónicas e mais engraçadas de José Cid. Também o irreverente António Variações nos apresentava, em 82, uma das suas magna opera - Estou Além. No mesmo ano, os DaVinci cantavam Hiroxima (meu amor) e os Taxi suspiravam pelo ''distante'', ''excitante'' e ''apaixonante'' Cairo

Em 1981, Marco Paulo tinha o seu tufo cada vez mais pomposo e encaracolado. 



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Escrito por Susana Ferreira. 

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