terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Lendas e outras histórias


Do imaginário popular chegam-nos múltiplas narrações. Tendo estas algum fundo de verdade, merecem ser difundidas pelas incursões fantásticas das pessoas. 

Ora, São João da Pesqueira como terra que se preze agrega muitas destas histórias, algumas das quais anseio partilhar.








A Lenda da Moura Encantada

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Num local de culto religioso, chamado de S. Salvador do Mundo, um monte ermo, situa-se bem nas profundezas uma fonte em que tempos se encontrava numa mina. Diz-se que um pastor que se dirigia à mina, lá se deparava sempre com uma moira encantada. Estaria, quem sabe, a guardar o tesouro que os princípes mouros esconderam antes de partirem para a Mourama. A donzela de cabelos louros prometia o tesouro a quem a libertasse do encanto. 







A Fraga do Diabo

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Neste mesmo lugar, se pode observar uma fraga peculiar. Ela apresenta pequenos sulcos em forma arredondada, parecidas ao que poderá ser o molde de pés, joelhos, cotovelos e chifres, correspondendo assim à figura do próprio Diabo. O que se conta é que ele havia caído de uma árvore até esta fraga, tendo deixado os vestígios da sua presença gravados na pedra. A verdade é que o ramo da árvore que não susteu a queda do Diabo, permanece seco. 

Devem recordar-se desta imagem, uma vez que já vos apresentei esta fraga peculiar, aqui: https://cantosuperiordireito.blogspot.pt/2016/01/a-pesqueira.html

Fonte: https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQFoIf4fVQWYMwcpqbaPkyrMsKe4orF
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A Velha Careca

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Esta história não se trata de uma lenda, possui informações realmente verídicas. Há uns anos, passou pela Pesqueira uma senhora já com uma certa idade, a qual detinha uma caraterística que inevitavelmente a fazia assustar muitas crianças e jovens, sendo eu uma delas. Ela não tinha cabelo, há quem diga consequência de um incêndio em sua casa. Hoje, entendendo como fruto da idade, reconheço que o medo estava na figura que criámos dela, a que se acrescenta o facto de a senhora se chegar perto das pessoas para pedir esmolas sempre com o gesto de afastar o lenço preto que lhe cobria a cabeça, exibindo assim a careca. Depois de uns tempos, nunca mais se viu nem ouviu falar dela, e até se comenta que a senhora teria uma vida estável, filhos, mas que se habituou a ser pedinte.


Escrito por Mariana Pinto

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