quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Bad Moms

Fonte: http://s3-eu-west-1.amazonaws.com/images.urtv.co.uk/production/sidebar_component_images/40.original.jpg


Nunca percebi a fantasia de uma mantinha, um aquecedor e um filme, numa tarde chuvosa de domingo. Todavia, estes 24 anos não perdoam... E, como em tudo o que achamos ridículo, acabamos, quase sempre, por sucumbir. 

Apesar de, no início, ter pensado que este seria mais um filme cliché acerca das contradições da maternidade, enganei-me. Aliás, creio que esta é das poucas histórias que espelha as preocupações, as angústias e as dificuldades REAIS das mães contemporâneas. 

Amy (Mila Kunis), Carla (Kathryn Hahn) e Kiki (Kristen Bell) formam um trio inesperado. Ainda que sejam mulheres muito diferentes, a necessidade de mudança/ de reverter a situação em que se encontram, une-as. 

👶
Amy vive em constante ansiedade para manter a ordem em casa (limpeza, alimentação, reuniões da escola dos seus dois filhos e acompanhamento ao estudo dos mesmos) e no trabalho. A apatia e a displicência do marido para com ela, levam à incontornável separação.  
Kiki tem quatro filhos e vive encerrada, em casa, a cuidar deles, sem qualquer ajuda ou interesse do seu companheiro.  
Carla tem, somente, um filho e apresenta-se como a mais irreverente das três. Apesar de divorciada, nunca menosprezou a sua condição de mulher. Entre aventuras amorosas e alguns excessos, Carla vem trazer uma lufada de ar fresco à vida das suas novas amigas. 

Na verdade, as protagonistas não se tinham encontrado se não fosse a má da fita, Gwendolyn (Christina Applegate): presidente da associação de pais da escola que os filhos de Amy, Kiki e Carla frequentam. Tipicamente snob, Gwendolyn organiza diversas atividades insignificantes e manipula o corpo docente da escola a seu bel-prazer. Cansadas desta altivez, as protagonistas decidem insurgir-se contra a presidente, ao mesmo tempo que reaprendem a ser mães e a ser mulheres.


Fonte: http://hdmoviespoint.biz/wp-content/uploads/2016/08/bad-moms-movie-300MB-download.jpg

Asseguro que se vão rir muito, mesmo que a maternidade ou a paternidade vos diga, para já, muito pouco (como é o meu caso). Não sei se quero ter filhos e dá-me uma certa urticária pensar nisso. Confesso-vos, até, que a minha irmã ousou proferir a seguinte frase:

«S-u-s-a-n-a, gostava muito de ter sobrinhos!!!!!!»



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Como assim?

Fonte: https://m.popkey.co/76b7ee/LmY5p.gif


Bom, vamos deixar os desvarios da minha irmã de lado e realçar que este filme tem um desfecho muito especial! É que a ''vilã'' não acaba sozinha, triste e amargurada! No fundo, todas as personagens trabalham para que, no final, sejam mais independentes, seguras e que o seu papel de mães não as defina enquanto mulheres. 


Escrito por Susana Ferreira. 





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