quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Bad Moms

Fonte: http://s3-eu-west-1.amazonaws.com/images.urtv.co.uk/production/sidebar_component_images/40.original.jpg


Nunca percebi a fantasia de uma mantinha, um aquecedor e um filme, numa tarde chuvosa de domingo. Todavia, estes 24 anos não perdoam... E, como em tudo o que achamos ridículo, acabamos, quase sempre, por sucumbir. 

Apesar de, no início, ter pensado que este seria mais um filme cliché acerca das contradições da maternidade, enganei-me. Aliás, creio que esta é das poucas histórias que espelha as preocupações, as angústias e as dificuldades REAIS das mães contemporâneas. 

Amy (Mila Kunis), Carla (Kathryn Hahn) e Kiki (Kristen Bell) formam um trio inesperado. Ainda que sejam mulheres muito diferentes, a necessidade de mudança/ de reverter a situação em que se encontram, une-as. 

👶
Amy vive em constante ansiedade para manter a ordem em casa (limpeza, alimentação, reuniões da escola dos seus dois filhos e acompanhamento ao estudo dos mesmos) e no trabalho. A apatia e a displicência do marido para com ela, levam à incontornável separação.  
Kiki tem quatro filhos e vive encerrada, em casa, a cuidar deles, sem qualquer ajuda ou interesse do seu companheiro.  
Carla tem, somente, um filho e apresenta-se como a mais irreverente das três. Apesar de divorciada, nunca menosprezou a sua condição de mulher. Entre aventuras amorosas e alguns excessos, Carla vem trazer uma lufada de ar fresco à vida das suas novas amigas. 

Na verdade, as protagonistas não se tinham encontrado se não fosse a má da fita, Gwendolyn (Christina Applegate): presidente da associação de pais da escola que os filhos de Amy, Kiki e Carla frequentam. Tipicamente snob, Gwendolyn organiza diversas atividades insignificantes e manipula o corpo docente da escola a seu bel-prazer. Cansadas desta altivez, as protagonistas decidem insurgir-se contra a presidente, ao mesmo tempo que reaprendem a ser mães e a ser mulheres.


Fonte: http://hdmoviespoint.biz/wp-content/uploads/2016/08/bad-moms-movie-300MB-download.jpg

Asseguro que se vão rir muito, mesmo que a maternidade ou a paternidade vos diga, para já, muito pouco (como é o meu caso). Não sei se quero ter filhos e dá-me uma certa urticária pensar nisso. Confesso-vos, até, que a minha irmã ousou proferir a seguinte frase:

«S-u-s-a-n-a, gostava muito de ter sobrinhos!!!!!!»



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Como assim?

Fonte: https://m.popkey.co/76b7ee/LmY5p.gif


Bom, vamos deixar os desvarios da minha irmã de lado e realçar que este filme tem um desfecho muito especial! É que a ''vilã'' não acaba sozinha, triste e amargurada! No fundo, todas as personagens trabalham para que, no final, sejam mais independentes, seguras e que o seu papel de mães não as defina enquanto mulheres. 


Escrito por Susana Ferreira. 





sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Alguns dos meus musicais favoritos

Quando fui desafiada pela Mariana e pela Susana para colaborar na semana temática dedicada à televisão, para além de radiante pensei que acertaram num tema que me diz muito. Sou uma grande consumista de tudo aquilo que a TV nos proporciona: desde filmes e séries aos concursos de talentos e documentários, consigo passar tardes inteiras em frente a uma televisão, sem dar pelo tempo passar.


Por isso desenvolver sobre o tema, à partida, não seria difícil. Mas, no meio de tanta coisa que acompanho e gosto, não se revelou uma tarefa assim tão fácil escolher sobre o que falar aqui. Acabei por incidir sobre algo que nunca leio na blogosfera e que me é particularmente familiar, algo que junta duas das minhas paixões: musicais. Uma forma de cinema fascinante, emocionante e que só aqueles que dominam as 3 artes – dança, música e teatro – conseguem singrar. Por isso, e sem me alongar muito mais, trago uma lista de alguns dos musicais que, para quem quer conhecer um pouco mais deste mundo, não pode deixar de ver.


Fonte: Imagem disponibilizada pela autora.

1 // Les Miserábles:

Este musical roubou-me o coração de uma forma que mais nenhum o fez, até hoje. Inspirado na obra de Victor Hugo que se passa durante a Revolução Francesa no século XIX, trata a história de Jean Valjean, um homem que roubou pão para alimentar a sua família e acaba preso por isso. Quando é liberto, tem que começar a sua vida de novo e redimir-se do erro que tomou, que o perseguirá durante toda a sua vida. Um musical com M grande, cantado do início ao fim mas que, nem por um minuto, nos deixa desviar o olhar. Verdadeiramente comovente e cru como só ele consegue ser.



Fonte: Imagem disponibilizada pela autora.
2 // Hairspray:


Imaginem aquelas comédias românticas de domingo à tarde em forma de musical e têm o Hairspray! Conta-nos a história de Tracy uma rapariga acima de peso com uma grande paixão por dança que, ao longo do filme, vai lutando por aquilo que sonha – um lugar no seu programa de televisão favorito - e acredita – um mundo igual para todos. Existem duas versões cinematográficas desta história e, contrariamente ao que seria de esperar, a minha favorita é a mais recente. Um musical que nos ensina a aceitar todos por igual, independentemente do seu peso ou etnia.



Fonte: Imagem disponibilizada pela autora.

3 // Grease:


Conta-nos a história de Sandy e Danny, dois adolescentes completamente opostos em termos de personalidade que se apaixonam durante o Verão e que veem o seu amor de Verão, ao contrário do que pensariam, a prolongar-se para o período escolar. Trata na perfeição os vários tipos de pessoas que se podiam encontrar na década de 50 numa escola secundária, os vários vícios e costumes. Cheio de boa música, de personagens interessantes e bem levezinho, é um dos filmes a que recorro quando preciso de animar o espírito.




Fonte: Imagem disponibilizada pela autora.
4 // Ray:


Completamente diferente de todos aqueles que mencionei até agora, este não assenta bem no conceito de musical. Conta a história de vida de Ray Charles, eternizado pelo clássico Hit The Road Jack mas que é muito mais que 1 Hit Man. Ao acompanhar a sua vida, as dificuldades que passou e os vícios aos quais sucumbiu fiquei realmente com uma perspetiva diferente deste artista que, se antes admirava, agora idolatro. Mostra-nos que não devemos tomar tudo como garantido, que devemos valorizar aquilo que temos e que o trabalho faz sempre parte da equação para o sucesso.


Fonte: Imagem disponibilizada pela autora. 

5 // Singin’ in the Rain:


Para este musical eu não tenho palavras. É de um nível completamente diferente, uma qualidade que não tem precedentes. Atores que sabem cantar, dançar e representar sem qualquer falha, puros génios do teatro musical! A história é centrada em duas personagens: Don e Lina, dois atores mundialmente famosos na arte do cinema mudo. Mas, com o avanço da tecnologia, veem-se num grande problema: o aparecimento do cinema falado. De forma a não perderem a sua fama, têm de trabalhar para superar as suas dificuldades. Como é um musical bem antigo, é giro observar a forma como todo o filme é gravado e o avanço tecnológico que se deu desde essa altura até agora.


Fonte: Imagem disponibilizada pela autora.

6 // Sweeney Todd: 


Para terminar, nada melhor do que Tim Burton. Como só ele o pode fazer, criou um ambiente perfeitamente sinistro para enquadrar Benjamin Barker, um homem que regressa a Londres após 15 anos afastado, forçosamente, da sua mulher e filha. Sob o nome de Sweeney Todd, procura vingança. Um musical que nada tem a ver com os outros mas que, por ser tão macabro, se torna especial. Uma escolha perfeita para quem, tal como eu, não gosta de terror mas quer algo diferente para ver.





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Tenho que admitir que criar uma lista foi incrivelmente difícil de fazer. Há imensos que, com muita pena minha, ainda não tive oportunidade de ver e há outros que poderiam facilmente substituir alguns destes que vos falei. Aliás, esta lista não será bem uma lista de favoritos, mas uma lista de menções honrosas!

Quero, finalmente, agradecer à Mariana e à Susana, pelo facto de se lembrarem de me convidar para escrever aqui no canto delas. Obrigada pelo voto de confiança!

Já viram algum destes filmes? Qual é o vosso musical favorito?



Escrito por Marli Neves do blog My Own Anatomy 

http://myown-anatomy.blogspot.pt/

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Televisão à portuguesa


Fonte: http://webvideomarketingportugal.com/wp-content/uploads/2013/06/3e5cd1e.jpeg



Já lá vai o tempo em que a televisão era um entusiasmo transversal a todas as gerações. Aliás, já lá vai o tempo em que a televisão era feita a pensar em todas as gerações. Refiro-me, especificamente, ao contexto português e aos canais generalistas nacionais.

À semelhança de todas as pessoas nascidas na década de 90, apanhei uma overdose de televisão na infância: via os desenhos animados da manhã e ainda guardava um espacinho para os da tarde. 

Uma vez que a minha infância foi, maioritariamente, passada com os meus avós, aquele aparelho era a minha companhia e o acesso a um mundo imaginário. 

Hoje, essa conceção lírica e pueril da ''caixinha mágica'' deixa de fazer qualquer sentido. Bem sei que ainda existem bons programas (e indicados para os vários tipos de público) nos canais por cabo, todavia, os três clássicos (RTP, SIC e TVI) estão entregues à arte de ''vamos fazer o mesmo do que a concorrência, mudando uma coisa ou outra para o público não desconfiar e continuarmos a ganhar muito dinheirinho''. 



Atentemos, pois, nos conteúdos que cada estação nos oferece:


📺📺


Parte da manhã (RTP, SIC e TVI) → Um talk show, dois apresentadores (um homem e uma mulher), com convidados famosos ou ''anónimos'', com um 760, com senhoras de idade respeitável no público, com música portuguesa com certeza, com um compromisso publicitário que alude aos problemas nos ossos e nas articulações e com um espaço dedicado ao panorama criminal.
Os famosos vêm dissertar acerca do seu novo ''projeto profissional'', do seu escândalo de revista ou da ''nova fase'' das suas vidas. Os ''anónimos'' vêm apresentar o seu negócio, fazer mudanças de visual ou encontrar um familiar que ficou algures no tempo.
As senhoras do público batem palmas, sorriem ou choram consoante a seriedade do assunto que está a ser tratado e fazem uma espécie de haka, quando se fala no passatempo 760!

Chega a Ana Malhoa, a Rosinha ou um fulaninho da Kizomba moderna para animar a malta, com um playback de execução duvidosa.

Terminamos com uma espécie de louvor às séries de investigação criminal, onde está um advogado e mais alguém ligado à área para discorrer, analisar e criticar as histórias macabras do quotidiano.


📺📺


Hora de almoço (RTP, SIC e TVI) → Pausa para a atualização informativa, com um jornalismo mais ou menos sério.


📺📺


Parte da tarde (RTP, SIC e TVI) → Depois do noticiário do almoço, chega-nos a primeira fornada de ficção nacional. Estas telenovelas são a prata da casa: já foram feitas há muitos anos, a qualidade é discutível, no entanto torna-se urgente reutilizar!! Esta vida não está para gastar dinheiro a fazer programas novos e interessantes!

Segue-se um talk show, 

com dois apresentadores (a TVI muda o paradigma à tarde, colocando apenas a Fátima Lopes no ecrã), com convidados famosos ou ''anónimos'', com um 760, com senhoras de idade respeitável no público, com música portuguesa com certeza e com um compromisso publicitário que alude aos problemas nos ossos e nas articulações.
Os famosos vêm dissertar acerca do seu novo ''projeto profissional'', do seu escândalo de revista ou da ''nova fase'' das suas vidas. Os ''anónimos'' vêm apresentar o seu negócio, fazer mudanças de visual ou encontrar um familiar que ficou algures no tempo.
As senhoras do público batem palmas, sorriem ou choram consoante a seriedade do assunto que está a ser tratado e fazem uma espécie de haka, quando se fala no passatempo 760!
Chega a Ana Malhoa, a Rosinha ou um fulaninho da Kizomba moderna para animar a malta, com um playback de execução duvidosa.

O modo como termina o talk show da tarde nem sempre é igual. Ressalvo que a TVI introduziu a carismática ''máquina da verdade''. Se é acusado de roubo, traição, agressão ou luxúria, saiba que o teste do polígrafo é absolutamente infalível porque tem um professor espanhol que é uma categoria a ler gráficos, numa espécie de papel milimétrico.

O final da tarde é um ''espetáculo'', no sentido em que é diferente em todas as estações! Que agradável surpresa! Na RTP, temos o habitual «Preço certo», com os agradecimentos à Freguesia de Vila Viçosa por ter disponibilizado o autocarro que assegurou a presença dos concorrentes no ''programa do gordo'', o momento das oferendas (presuntos, bandeirinhas do concelho e da freguesia, alheiras, queijos e outros tipos de charcutaria), as montras de prémios e as larachas do Fernando Mendes. Na SIC, é hora de enfiar a primeira novela brasileira na grelha e, finalmente, na TVI, passa-se revista a mais um dia na «Casa dos segredos». 


📺📺


Hora de jantar (RTP, SIC e TVI) → Pausa para a atualização informativa, com um jornalismo mais ou menos sério.


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Noite (RTP, SIC e TVI) → Apesar de a RTP apostar numa programação interessante (refiro-me aos concursos como o «The Big Picture» e ao talk show alternativo «5 Para a Meia Noite»), a SIC e a TVI optam pela segunda ou terceira fornada de ficção e de reality shows.

Quer no que concerne à ficção nacional, quer no que concerne aos reality, os assuntos são os mesmos, só mudam as caras e os locais de gravação. A TVI, em particular, arrisca nos PALOP e na Venda do Pinheiro. Se os ventos de África conferem à trama um embrulho catita, disfarçando a indigência dramática, os ares de Mafra não se afiguram tão eficazes, deixando à tona a idiotice humana. 


Em suma, a televisão de hoje está formatada para um público desleixado e permissivo. Se o público não contesta e não exige mais qualidade, variedade e criatividade, é natural que continuemos a ter, por exemplo, novelas com a duração de quase três anos.



Escrito por Susana Ferreira.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Há telenovelas e telenovelas.


Prosas que agradam ao público em geral pelo facto de contarem com um enredo sugestivo e personagens-tipo. Ambos são criados de acordo com a cultura de cada país.

No que ao caso português diz respeito, assistimos a histórias verdadeiramente trágicas. Estas coincidem não tanto com o panorama nacional, mas com a tendência que temos para fazer dramas. Os portugueses gostam de um enredo que envolva falhas, crimes e angústias. 


Fonte: http://images-cdn.impresa.pt/sic/2016-09-15-VF-1558.jpg-1/16x9/mw-1024



No Brasil, as telenovelas ocupam um grande espaço na programação televisiva. Sabemos que os brasileiros possuem uma natureza mais ávida, e por razão, compreendemos o facto de o cómico ser muito utilizado para agitar o enredo.


Fonte: http://noveludo.com.br/wp-content/uploads/2013/12/tumblr_mn7gvcuRFc1qgrp75o1_400.gif



Não condendo que se procure uma identificação, as pessoas têm de se rever nas personagens e suas vidas, de acordo com o contexto geográfico e social. 

Contudo, reconheço um tendência ao exagero nas telenovelas portuguesas que muito me desagrada. 
Ora, concordamos que os infortúnios, em menor ou maior escala, fazem parte da vida de cada um. Agora, pensemos, colocar num enredo um núcleo principal alvo de todos os tipos de tragédias é coerente? Fazer com que as personagens matem, assistam a homícidios de familiares próximos, sejam maltratadas, vitimizadas. 

Em franca opinião, no que se refere às telenovelas, o Brasil suprepõe-se muito ainda hoje. O enredo agrupa elementos dos vários géneros. As cenas de desgraça são alternadas com momentos de autêntica paródia. Aliás, há telenovelas em que o cómico reina, e elas têm o objetivo de nos fazer rir do início ao fim. Também em relação às personagens, podemos perceber uma aura singular nos atores brasileiros, que encarnam a figura na perfeição. Não quero com isto dizer que os atores portugueses são menores, mas ainda não há por cá muitos que se transfigurem ao ponto de vestir na totalidade a personagem que representam. 

Um conselho, se mo permitirem: sejam seletivos, a qualidade está também na variedade e o talento na emoção e capacidade de ser extraordinário; exijam mais, na televisão, vocês são o(s) cliente(s), e o cliente tem sempre razão!



Escrito por Mariana Pinto

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Tipos de professores



Um dos aspetos mais enriquecedores da vida escolar é, sem dúvida, o contacto com as mais diversas pessoas, entre funcionários, colegas e professores. Em relação a estes últimos, à medida que os vamos conhecendo, torna-se mais fácil detetarmos as principais caraterísticas, reconhecer os tiques e, por fim, traçar a personagem. 
Todos eles são exemplos de um tipo de professor, e nem eu hei de escapar à caricatura. 😀




Os Caridosos

Estes são os que são certamente boas pessoas, só isso justifica o facto de atribuirem positiva a alunos que não deram nem o seu mínimo para o sucesso na disciplina. Agradece-lhe por aquele 10 que nem tu sabes como apareceu na pauta! 

Fonte: http://www.reinadelcielo.org/wp-content/uploads/2016/01/Madre-Teresa-2.jpg




Os tímidos


Aqueles que apresentam gestos regrados, completamente mecânicos na forma de falar e agir. Na generalidade são indivíduos eloquentes. Em situações que tendem a ter um duplo sentido, vais apanhá-los a corar.


Fonte: http://i0.wp.com/img.fciencias.com/uploads/2015/04/corar.jpg?resize=800%2C445





Os exigentes

Os que estão no polo oposto ao dos caridosos. Eles retiraram as três últimas notas da escala de avaliação, e a não ser que sejas um génio que já saiu vitorioso em concursos da área, participa em conferências, entre outros louvores, tu és só um aluno mediano e vais ter de "dar o litro" para te manteres lá.


Fonte: http://i0.kym-cdn.com/photos/images/original/000/242/200/1ca.jpg





Os organizados

Os professores que preparam cada aula ao milímetro. É impressionante como nada falha, a sessão acontece exatamente como eles tinham programado e são os raros casos em que a matéria é dada na totalidade e tu te sentes perfeitamente orientado. 


Fonte: https://cdn.meme.am/instances/500x/51362361.jpg




Os irónicos

Para serem irónicos, estas pessoas têm de ser, em primeiro lugar, muitíssimo inteligentes. A completar esta qualidade está o facto de possuirem o talento natural para lançar aquela frase satírica no momento certo.

Fonte: http://s2.quickmeme.com/img/18/18ceb76b8231910b6c54f8436ec71baef15aac65582585654e2ce22e8ca5c9ad.jpg





Os felizes


Em vias de extinção, estes incomuns seres possuem uma alegria que transportam para a sala de aula e contagia os alunos. A preciosa dádiva faz com que os desculpemos por não atingirem o mesmo nível de competência quando se trata de passar conhecimentos.


Fonte: http://www.psiquiatriacostarica.com/wp-content/uploads/2016/01/Dollarphotoclub_66358647.jpg



Os conceituados


Todos nós já tivemos os professores que são reconhecidos pelos seus pares, que escrevem livros, que participam em conferências em diversos países... E a modéstia não é de todo a caraterística que os define. Eles adoram autoelogiar-se, mas atenção, porque reservam um espaço na sua agenda preenchida para dar aulas, avisando-te antecipadamente quando vão estar ausentes. 


Fonte: https://cdn.meme.am/instances/29130229.jpg





Os charmosos 

Este tipo não abunda, portanto desfrutamos das aulas que incluem um exemplar. Seja pela forma erudita e galante como falam ou pela atitude vanguardista, eles ficam como uma boa recordação. 


Fonte: http://img.brothersoft.com/topics/img/2011-01/1295530738.jpg




Muitos mais tipos se poderiam acrescentar. Conto convosco para completar esta lista, deixem os vossos comentários 😊



Escrito por Mariana Pinto

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Morrer da cura

Fonte da imagem de base: https://2.bp.blogspot.com/-rg8ui5T0Y8M/VvALUytySPI/AAAAAAAAyDE/h5fk_X6YCtEdnLP-hT_Oz0MbEyd_pO6rA/s1600/sia%2BCheap%2BThrills.png



Dia 1:

Ups... Sinto aqui qualquer coisa no queixo... O que é isto??? Deixa-me ir ao espelho! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOO!!! MORRE! MORRE! MORRE! 😱😓😪

Mas porquê?????????? Já não aparecias há tanto tempo!!! E agora?? Tenho de sair de casa! Não posso colocar aquela pomada para te aniquilar de imediato!! Tenho de pôr uma quantidade generosa de corretor!!!

Pronto! Nem ficou bem, nem ficou mal... Ficou estranho... Mas, ao longe, não se nota... 


Dia 2: 

Ainda aqui estás??? 😥😭 Agora estás ainda maior e mais inchado!!!! Desaparece por favor !!! Esta pomada podia atuar de forma mais rápida e eficaz!!! 😡

Lá vou eu ter de colocar mais mil camadas de corretor!!! 

Este trabalho de disfarce ainda ficou pior do que ontem!!! Só quero pôr um saco na cabeça e fazer dois buraquinhos para os olhos! Ou colocar uma peruca como a da Sia! Já sei que toda a gente vai olhar!!! Começam com aquela cara de hesitação e, por fim, lá questionam:


- Isso é um herpes???? 

- I-S-S-O É U-M H-E-R-P-E-S????



Não! Nem se nota nada que é um herpes... Realmente, é tão pequenino e impercetível... Nem tem bolhas que fazem comichão e que arrepanham a cútis... 


Dia 3: 

Já sei que ainda estás aí ... Vamos passar só à fase do corretor e ignorar-te...

Dia 4:

Estás a secar... Muito bem!! O dia está a correr bem! 😊😊😊 Agora que estou cheia de confiança, vou só pôr mais uns cremes hidratantes em cima de ti... Vais morrer de vez! Muahahahah

Dia 5: 

A crosta está a sair... Ai que bom! 😍 Está tudo certo! Isto já mal se nota! 😊

Mas... O que será isto aqui ao lado??? OH MEU DEUS, SERÁ MAIS UM HERPES??? 😱😱😱 NÃO, NÃO, NÃO, NÃO... POR FAVOR, NÃO! 

AHHHHHHHHHHHHH! Está tão inchado e vermelho!!! Mas isto não me parece herpes!!! 

MÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃEEEEEEEE, ANDA CÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! POR FAVOR!!!!!!!!

Mãe, olha aqui! O que é isto??? Amanhã não vou trabalhar! Não vou assim para lado nenhum! Tenho o queixo todo inchado 😭!!


Dia 6:

O queixo já não está inchado... A minha mãe percebe mesmo disto... Esta pomada é boa! Vamos lá ver se esta alergia fica melhor até à hora de ir trabalhar ... 

Por precaução, vou só colocar mais meio tubo desta mistela na minha epiderme! 😈 





Escrito por Susana Ferreira.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Voltar à escola



Mariana, não me digas que vais começar o Doutoramento?


Não, não é isso. A ideia de continuar a minha formação está sempre presente, mas ainda não é altura de um passo tão grande. Assim sendo, decidi apostar em algum mais acessível  (entenda-se "barato" ) no momento, o aperfeiçoamento de uma língua. 

A semana passada, iniciei as aulas de inglês. E sim, lá apareceu a minha famosa companheira, de seu nome, ansiedade. Cumprimentei-a por respeito, mas tentei não lhe dar grande crédito. Para afastá-la e motivar-me, regredi alguns anos (só A-L-G-U-N-S, não me lembrem que no final de Dezembro faço 2* anos) e apetrechei-me dos bens mais precisosos: material escolar. Sejamos sinceros, ao que a ele diz respeito, seja qual for a nossa idade, quanto mais infantil melhor. 

Aí estava eu, de caderno com um frase na língua que vou estudar, um conjunto de post its de várias cores e feitios e uma lapiseira (ignorei o facto de nunca termos tido uma boa relação e eu sempre acabar com elas) com motivos da Disney. 

Agora também com o primeiro manual, estava pronta para abraçar o inglês. Tem sido engraçado voltar a ser aluna, embora, neste caso, de forma mais autónoma. O único senão é o facto de ter momentos em que reproduzo falas ou formulo ideias em inglês com as pessoas que me cercam como ouvintes (acrescente-se que quando há frases que não digo corretamente, verbalizo também as minhas reações, motivo, decerto, para riso nos demais).

No final, tirando o entusiasmo que a hora a que acordo faz reduzir, não falta nada. Dedicação, persistência, manual, caderno, post its, lapiseira, ah, e a maldita ansiedade, essa também anda sempre colada a mim :D






Escrito por Mariana Pinto

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Um Estranho Feriado

Fonte: http://br.web.img2.acsta.net/r_1280_720/pictures/16/04/13/08/40/350465.jpg


Ontem foi FERIADO (😎e já estava tudo pronto para ir ver o Doutor Estranho. No entanto, todos os eventos que antecederam o cinema tinham de fazer jus ao título do filme. 

Para começar (mal), no caminho, um cão atravessou-se à frente do meu carro... Desviei-me e parei mas de pouco adiantou. Senti-me muito mal. Acreditem, a sensação de terem um corpo debaixo do vosso carro é HORRÍVEL. Saí do carro e pedi mil desculpas à dona do cão. Ela foi extremamente compreensiva e querida e disse que estava tudo bem. Na verdade, o cão era pequeno e conseguiu escapar, por baixo do carro, sem ferimentos graves. Enfim, foi uma experiência surreal...

Depois, o pânico que uma FILA ÚNICA causa. No cinema, adotaram o sistema de fila única na bilheteira. EXTRAORDINÁRIO! Já é do senso comum que, nos dias de feriado, as pessoas ficam ainda mais arrogantes e embrutecidas. Só faltava andarem todos à batatada naquele compasso de espera. Deixo-vos um exemplo:

Eu: (Estava distraída, na conversa, com o meu grupo de amigos e comecei a ficar para trás na fila)...
Criança: - Mãe, calma! Esta senhora está à nossa frente. Desculpe, senhora! Passe à nossa frente!
Eu: - Obrigada! Peço desculpa!
Mãe da criança: - Ó filho, a senhora é que tem de estar com atenção!!! Não somos nós!!! 👿 👿 👿

Eu sei, a culpa foi minha... Mas com pais destes... 👿 👿 👿


Bom, mas vamos ao que verdadeiramente importa: o Doutor Estranho. Como também já vos disse, sou uma estreante no mundo da Marvel e da DC Comics. Contudo, aos poucos, estou a ficar rendida. Um vez mais, não ia com expetativas em relação ao filme porque nunca tinha visto nada acerca da personagem e dos seus poderes. 

Assim, em efeito ''tábula rasa'', fiquei agradavelmente surpreendida. Julgo que o filme está com muita qualidade, as lutas e os efeitos especiais não são exagerados nem suportam o filme e o humor está realmente espirituoso e, ao mesmo tempo, acutilante. O Dr. Stephen Strange é uma personagem interessante e complexa, já que entreabre uma discussão profícua acerca da ética e do prestígio dos cirurgiões. 

Vale mesmo a pena, não se vão arrepender! AHHHHHH!!!! Já me esquecia!! Não sejam inocentes e fiquem mesmo até ao fim!!! Aprendi isto há pouco tempo: este tipo de filmes tem sempre cenas depois dos créditos!!!!! ;) 





Escrito por Susana Ferreira.