quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Tiradas certeiras, malas trocadas e "gangsters" cómicos

Fonte: http://lostinanime.com/wp-content/uploads/2016/04/Mayoiga-01-9.jpg



Todos os que estudam fora da cidade/vila/aldeia onde vivem, sabem a felicidade de voltar a casa no fim de semana e o aborrecimento que é quando ele acaba e entramos de novo na rotina. As idas e vindas não se fazem sem viagens, diferindo o meio de transporte, se há quem vá de avião (pois é, gente fina é outra coisa!), há também quem, como eu, o faça de autocarro. 

Seja, então, qual for o veículo, o percurso feito fornece uma alargada panóplia de histórias caricatas para mais tarde recordar. Gostaria de vos contar algumas das minhas.



 Sinceridade acima de tudo!

Estava eu, como de costume, sentada na Rodoviária, à espera do meu autocarro, quando surge um alarido. Tratava-se de uma discussão entre uma senhora e o motorista do autocarro onde ela tinha viajado. Não entendi ao certo o motivo da discórdia, mas conhecia de vista o dito indivíduo, cheguei a viajar com ele uma ou duas vezes. E, sabia que, apesar de bem parecido e relativamente jovem, caraterísticas que o tornariam deveras charmoso, se dissipavam por ele ser extremamente altivo e arrogante. 
A desavença entre os dois durou até ao momento em que a senhora remata com uma tirada que me colocou a mim, e a quem mais estivesse a ouvir, de queixo caído:

- Olhe, o meu pai quando morreu tinha melhor cara do que você!





 Vou ali até Lisboa e já venho!

Lembro-me como se fosse hoje, tal foi a aflição que apanhei. Já perto das 19 h, cheguei a Coimbra e, como sempre, apressei-me a sair de modo a tirar a minha mala. É aquele momento em que tal é o número de bagagens que, por segundos, pensas que a tua mala desapareceu no meio do resto e demoras bastante para a encontrar sã e salva. Ora, mala azul escura 1, mala azul escura 2, ..., mala azul escura 20, é a minha, e assim segui. 

Muito bem, táxi, e finalmente, casa. Antes de entrar no quarto, troquei umas palavras com a minha colega de curso. Sucedeu que, quando segurei de novo a mala, reparei que ela está diferente, também azul escura, mas a pega era cinzenta, 




 MEU DEUS, TROUXE A MALA ERRADA! 





Inicialmente, entrei em histeria, depois apressei-me a encontrar o número da Rodoviária e explicando a situação, acabaram por dizer-me que já tinham conhecimento da mesma. A minha mala tinha ido até Lisboa! Tive de devolver a mala que tinha trazido por engano e, na manhã do dia seguinte, fui resgatar a minha -.-




➌ Um "gangter" com piada!

Não me recordo do porquê, mas nesse dia estive uma hora em Viseu à espera do autocarro que me levaria até Coimbra. Sem paciência, entrei e sentei-me logo no primeiro lugar. Uma viagem normal acontecia antes de um senhor, tentem ignorar o observação preconceituosa a seguir, com um aspeto duvidoso, cisma em sair para urinar depois de o motorista lhe dizer que a casa de banho não estava a funcionar. O condutor explica-lhe que não pode fazê-lo, mas o senhor torna-se bastante insistente. 

Perante a situação, o motorista chateado, para o autocarro e telefona para um seu superior ou para a polícia (não sei dizer ao certo para qual deles) e refere que o dito homem está a desestabilizar a viagem e a colocar a segurança dos restantes passageiros em risco, visto que continua em pé, mesmo depois de ter sido chamado à atenção. Acrescenta que não continuará a viagem até que o advirtam e ele saia do veículo. 

Sem exagerar, estivemos cerca de uma hora parados e nada de superiores ou policiais. Neste tempo, o motorista lá permite que o indivíduo saia para fazer as suas necessidades. Após as reclamações meias silenciosas dos passageiros (sim, porque TODOS, incluindo o próprio condutor, temíamos o comportamento do tal senhor), o motorista acaba por ceder e diz que retomará a viagem se o homem permanecer sentado. 

Ele concorda e termina de forma cómica dirigindo-se ao chofer:

- Havia necessidade de estarmos aqui este tempo todo? Já podíamos estar em Coimbra. Você é de uma raça! 



Acredito que tenham histórias tão boas ou melhores do que estas, partilhem-nas nos comentários! 


Escrito por Mariana Pinto

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