terça-feira, 11 de outubro de 2016

As perguntas que nunca te farei





As questões que sempre quisemos fazer, foram feitas e respondidas!



Da Mariana para a Susana


- Tu és uma das melhores pessoas que conheço. Penso até que para ti as pessoas têm sempre boas intenções. Achas que és de facto assim? Se sim, isso traz-te desilusões?

- Ai muito obrigada pelo elogio Mariana! Sinto-me muito honrada! =D Eu tenho a ideia de que tento sempre fazer o que é o mais correto e o mais justo. No entanto, acho que ainda tenho muitas falhas. Falta-me ser mais frontal e não ter tanto medo de dizer o que penso na altura certa. Na verdade, já estou melhor nessa parte. Há uns anos, não era, nem de perto nem de longe, assim. A idade faz-nos, de facto, crescer e deixar algumas inseguranças de lado.

   É muito difícil ''entregar-me'' (odeio esta expressão de telenovela mexicana, mas não me lembro de uma palavra que ilustre melhor a minha ideia) às pessoas. Quando conheço alguém (fora do meu círculo de amigos, porque nos meus amigos eu confio cegamente), sou muito desconfiada e estou sempre a tentar ''estar um passo à frente'' para não me apanharem desprevenida. Basicamente, não passo grande cartão, como o povo costuma dizer.

   Agora, quando eu confio e acho que até tenho uma relação boa com a pessoa, fico muito desiludida quando me ''apanham''. E fico a remoer, a remoer,... Eu não me esqueço das atitudes erradas que têm comigo, assim como também não me esqueço das atitudes erradas que tenho com os outros.



- Às vezes fico com a ideia de que me em certas situações me consideras um tanto presunçosa. É verdade? :D

- Já somos amigas há uns anitos e eu já tenho um conhecimento mais profundo acerca de ti. Tu és uma pessoa que, à primeira vista (ou para quem não te conhece verdadeiramente), parece distante e ''intocável'' (isto é, também não passas grande cartão como eu ahahah) e algumas das tuas ações podem, levianamente, ser tomadas como presunção ou calculismo. Mas não é! De todo! Eu já percebi isso há algum tempo.

  O que eu acho é que tu tens consciência do teu valor e do teu profissionalismo. Sem quaisquer floreados. E isso é ótimo! Confesso que tenho um bocadinho de ''inveja'' dessa tua segurança. Eu não a tenho. E, por não a ter, perco, muitas vezes, o meu foco.



Da Susana para a Mariana

- Achas que o que está para lá da tua zona de conforto vale a pena ser vivido? Ou não sentes necessidade de ''arriscar''?

- Claro que merece, mas ainda me falta um pouco de coragem para arriscar. Depois, há também o facto de eu nunca me aventurar sem ter provas de que vai ser seguro e valer a pena. Na área profissional, as tentativas (Portugal Continental, Açores, até Angola) também não têm tido sucesso, e acho mesmo que será a procura por fazer aquilo para que estudei e de que realmente gosto que me fará sair.

    Mas sim, necessito mesmo dessa abertura, porque ela oferecer-me-ia mais oportunidades a todos os níveis. Também pelo facto de eu ter, desde sempre, pensado e querido saber muito para além da área que me circunda.



- Sei que há partes da tua vida que tu não deixas que os outros ''devassem''. Penso que é muito difícil confiares totalmente em alguém, mesmo em pessoas muito próximas. Há alguém que saiba tudo acerca de ti? 

- Ninguém! Acho que também é um processo que estou a desenvolver. Eu tenho duas versões e muitas pessoas só conhecem uma. O facto de eu ser reservada contribui para isso, ou seja, elas só vêem a minha timidez. Só as pessoas realmente chegadas sabem que eu tenho um lado cómico e descontraído, no entanto, lá está, nem essas sabem tudo sobre mim. Relacionando com a resposta anterior: preciso de conhecer mais mundo para me poder desprender de certos receios e tornar-me menos tolhida. 



Um desafio criado por Susana Ferreira

CSD

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