quarta-feira, 14 de setembro de 2016

5 motivos pelos quais devemos ler a Bíblia


Bíblia reúne uma vasta gama de conhecimentos acerca da religião cristã, tidos como dogmas para os crentes. Todos os que pretendem uma cultura geral sólida, devem conhecê-los. 




1. As referências. Todas as artes buscam inspiração na Bíblia. Por essa razão, precisamos lê-la. Assim, quando interpretarmos um filme, uma pintura, um livro, conseguiremos detetar e perceber a(s) referência(s) ali expressa(s). 



Sabemos que José Saramago usava e abusava das menções cristãs. Em Memorial do Convento (excerto acima), por exemplo, compara-se o rei D. João V ao próprio Jessé, pai do rei David e percursor da ascendência de Jesus Cristo. 




2. O Apocalipse. A Bíblia apresenta uma explicação para o fim do mundo, utilizando como metáfora uma "Besta". As teorias à volta do significado desta figura coincidem no facto de relacionarem este animal hediondo com o mundo moderno ( inovação e vitupério* sem fim). 

*comportamento, discurso ou atitude que demonstra ou expõe alguém ao insulto. 


"Vi, então, uma Besta que subia do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças. Em cima dos chifres havia dez coroas, e nomes blasfemos sobre as cabeças. (...) A terra inteira encheu-se de admiração e seguiu a Besta, (...). Recebeu (...) poder para agir durante quarenta e dois meses. Então a Besta abriu a boca em blasfémias contra Deus, (...). Foi-lhe permitido guerrear contra os santos e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda a tribo, povo, língua e nação". 


(Apocalipse, 13:7)




3. Os Salmos. Estes poemas de louvor disfarçam importantes morais. Diria que os salmos funcionam como livros de autoajuda, como a vantagem de os ouvirmos cantados. 



"O Senhor é meu pastor, nada me faltará   
 
  (...)." 

(verso do Salmo 23)


Contrariamente ao que se entende numa primeira leitura, o verso com que se inicia este salmo, incita à responsabilidade e independência. O Senhor representa o guia espiritual, podemos dizer que ele é a motivação, mas as decisões e ações terão de ser dos indivíduos.




4. A "verdade".  Muitas das personagens bíblicas foram alvo de várias versões. Na Bíblia, não está escrito que Maria Madalena era uma prostituta. Ela surge como uma pecadora, tal como os seus semelhantes, não sendo referidas quais as causas das suas falhas. A Igreja criou uma imagem desta mulher que se estendeu às artes. Esta nem sempre faz juz ao que Maria Madalena terá sido e leva a uma interpretação errónea da protagonista e a comparações desconexas. 




5. A emoção. Se lermos a Bíblia sem atendermos a ideologias, é impossível não nos admirarmos com a escrita emotiva. Cada episódio é narrado, propositadamente, de forma a que encontremos neles ligação com as nossas próprias vicissitudes. As falas bastariam para reconhecermos que se trata de um primor ao nível do pathos (do grego: paixão, sofrimento). 



"Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?" (Lucas, 22:48)
Fonte: http://4.bp.blogspot.com/-Az1anSx0l7M/T3JHJnh9CEI/AAAAAAAABEk/uDrslhh1H-A/s640/jesus-judas2.jpg




Escrito por Mariana Pinto

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