segunda-feira, 11 de julho de 2016

O efeito borboleta


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E foi assim que, finalmente, vencemos!


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Lembro-me de, desde cedo, ouvir dizer que neste tipo de competições é muito difícil ganhar. Vamos com a força toda mas depois... Depois descarrilava tudo! 

Não percebo nada de futebol. Não sei nada de nada. Somente as regras básicas. Odiava Educação Física, especialmente o período em que tínhamos de ''jogar à bola''. Eu era tão má a fazer passes que a minha perna parecia um taco de golfe quando queria ''chutar'' a bola. Já para não falar da desilusão dos meus colegas quando o professor me designava para ficar na equipa deles... Posto isto, qual era o raciocínio? A totó vai à baliza para não atrapalhar as nossas táticas de jogo formidáveis! Desde já declino esta falta de visão dos meus camaradas de equipa... Se eu não sabia chutar, quanto mais defender!! Por mim, tinha ficado no banco e todos beneficiaríamos. 

Serve esta breve incursão ao meu passado (pouco triunfal) para dizer que a jogar sou uma nódoa, mas que não foi por isso que passei a abominar futebol. Ninguém me tira o regalo de ver a nossa Seleção! 

Tinha 12 anos quando aconteceu o Euro 2004. Vivi aquilo intensamente, o meu patriotismo estava no auge... Mesmo que tenha maçado o meu pai com aquelas perguntas clássicas:



''- Pai, o que aconteceu agora? O que quer isto dizer???????????????? O que é um fora de jogo? E por que motivo o árbitro assinalou falta??''


Na final contra a Grécia, a minha prima disse que não se ia sentar para ver o jogo. Ficar os 90' de pé era a sua promessa. Hesitei... Algo me dizia que aquilo não ia resultar, até porque no intervalo ela foi à casa de banho e isso desfez logo o efeito da sua intenção. 

Doze anos depois, cá estamos com a taça. Ter a melhor equipa da Europa é revigorante, especialmente depois de nos terem adjetivado de uma forma tão pouco chic. Ontem, aos 25' lembrei-me da violência que foi o jogo contra a Holanda, no Mundial 2006, quando o Cristiano foi atacado na coxa. À semelhança dos holandeses, os franceses entraram a matar e eu perdi a esperança. 

Durante o prolongamento, na assistência, alguém dizia:


 ''Tenho a certeza de que vamos ganhar. Aqui o meu coração diz-me isso. Se não ganharmos, ele vai ficar em pedaços''. 



Minutos depois, o Éder marca inesperadamente e a minha amiga Teresa exclama:


 ''Ganhámos Susana! Eu não estou a acreditar! Nós ganhámos o Euro!''


O meu ceticismo obrigou-me a dizer ''Calma, Teresa... Temos de jogar o resto do prolongamento... Temos de cumprir os tempos!''... Mas a Teresa é que tinha razão... Já estava ganho! Portugal levantou mesmo o seu esplendor =)

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Escrito por Susana Ferreira. 

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