quarta-feira, 11 de maio de 2016

«Game of Thrones», 6x03 - Oathbreaker

Numa apreciação geral, podemos concordar que este episódio apresenta um declínio de dinâmica relativamente aos anteriores.







Retomando a cena final do episódio anterior, assistimos à ressurreição de Jon Snow.








(Acredito que a vossa reacção tenha sido semelhante à minha.)


VIVO E NU !!!



Sir Davos e Melisandre aparecem estupefactos ao ver o comandante reanimado. O próprio se sente atónito e considera-se imérito desta segunda vida. 

"Red Woman" declara que o Senhor da Luz foi o responsável pelo ocorrido. Já que Stannis não era o prometido, talvez Jon o seja. 

O jovem relembra a forma como foi morto e chega a duvidar da assertividade das suas ações. Perante a sua descrença, Sir Davos refere que ele deve remediar os atos menos bons e continuar a lutar, mesmo que cometa falhas. 



Também a patrulha pasma ao ver Jon Snow vivo e creem tratar-se de um ato divino. Os amigos recebem-no com afeição e não dispensam a paródia:



***

Em pleno mar, vemos Sam e Gilly, que rumam até ao sul. A rapariga mostra entusiasmo com a chegada a Oldtown, conhecida como a cidade mais bonita de Westeros. (Sam ouve-a agarrado a um recipiente para o qual vomita. Compreendo, também não sei se o meu estômago aguentaria uma viagem de barco tão longa. Encontramos Gilly mais desenvolta, agora que aprendeu a ler.)

Sam indica que na Cidadela não são permitadas mulheres e que ela e o filho não poderão ficar lá. Gilly contesta, dizendo que no Castelo Negro também não admitiam mulheres. O jovem assinala que não terão a protecção de Jon Snow e do Maester Aemon. 

O amigo de Jon anuncia que a levará para a sua casa em Horn Hill, onde a mãe e a irmã cuidarão dela e do pequeno Sam. No entanto, Gilly relembra a promessa feita pelo rapaz:





Sam acaba por confessar que só o disse para que ficassem em segurança. Embora queira tornar-se Mestre para ajudar Snow e os restantes, o mais importante para si é a estabilidade da rapariga e do filho.

Gilly refere que sabe da sua preocupação com eles e confia na sua decisão. Ela acrescenta que nunca se indignaria com ele. (A câmara foca o pequeno Sam, e que lindo que ele está!)



***

Em seguida, estamos na Torre da Alegria (a cena pela qual todos ansiávamos, uns porque leram os livros, outros, como eu, porque devoram teorias sobre a série).  

Pelos olhos de Bran observamos a chegada de Ned Stark e dos companheiros à presença de três membros da guarda real. O Lorde de Winterfell questiona-o sobre a sua ausência na rebelião contra o Rei Louco. Sor Arthur Dayne responde que Rhaegar os queria naquele local. 

Ned questiona-a pelo paradeiro da irmã e o soldado adverte-o para que se prepare para as batalhas vindouras. Assim, se inicia um duelo entre os homens. (Importa referir que foi uma cena muito bem conseguida!)

Bran e o Corvo de Três Olhos reconhecem a superioridade bélica de Arthur Dayne, que Ned tinha apontado como o melhor espadachim que havia visto. 

Assim, o jovem Stark estranha a vitória do pai nesta luta, contada por ele próprio.

Logo depois, vemos que na altura em que Ned, sem espada, está prestes a ser morto, Howland Reed apunhala Arthur Dayne pelas costas. Ned termina atingindo-o lateralmente com a espada. 





Por fim, ouvimos o que parece ser o choro de um bebé vindo da torre. Ned Stark dirige-se lá e por momentos hesita, pois parece ouvir o filho, que o chama.

Pois, queríamos mais, não era? Mas foi esse o objetivo, deixar-nos com "água na boca"!



Perante a insistência do rapaz em continuar no passado, o Corvo de Três Olhos avisa-o mais uma vez de que se ficar demasiado tempo onde não pertence, nunca mais poderá regressar. 

Bran refere que não há nada que o prenda ao presente. O homem diz-lhe que ele também não queria estar ali sempre, a contemplar o mundo à distância, e só está porque esperava por ele.

O rapaz continua, dizendo que não quer ser como o Corvo. Este declara que Bran só permanecerá até que tenha aprendido por inteiro.




***

Daenerys segue com os Dothraki até ao Templo de Dosh Khaleen. Junto com as antigas khaleesi, a Mãe dos Dragões ofende-se após ser desnudada.

Umas das anfitriãs refere que ela cometeu um erro ao não ter ido para o Templo após a morte de Khal Drogo. Daeneys indica que como rainha dos territórios que já conquistou, o seu lugar não é ali.

A mesma mulher diz-lhe que ela, tal como cada uma das viúvas, esperava que o seu Khal conquistasse o mundo com ela a seu lado, mas isso não aconteceu.

Ela adianta ainda que se Daenerys tiver sorte ficará com elas. Sendo que ela andou pelo mundo antes de ir ao seu encontro, agora os Khalasares terão de decidir o seu destino.





***


Em Meereen, Varys dialoga com uma prostituta que ele pretende que denuncie os "Filhos de Harpia". A mesma refere que eles se tornaram inimigos, porque uma rainha estrangeira trouxe os seus soldados




Varys subtilmente ameaça o filho desta mulher. Ela diz que se contar algo sobre os inimigos, a matam.

O Lorde oferece-lhe passagens para um barco que partirá para Pentos e uma porção de dinheiro, em troca da identidade dos que financiam os "Filhos de Harpia".



Tyrion tenta distrair-se com Grey Worm e Missandei, mas ambos se mostram relutantes em relação à bebida. Ele propõe um jogo, mas refletindo sobre a metodologia do mesmo percebe que





Varys chega com a esperada resposta,  os "Bons Mestres de Astapor", os "Sábios Mestres de Yunkai" e alguns mestres de Volantis são os mandantes.

Tyrion propõe que resolvam a questão com diplomacia, pois uma reconquista obrigaria a que Meereen ficasse sem a protecção dos Imaculados.

Grey Worm considera que só se combaterem irão acabar com as ameaças. Missandei avisa que os Mestres só conhecem a violência.




Não podendo fugir ao confronto, decidem enviar uma hostil mensagem aos inimigos.


***


O Mestre Qyburn oferece doces às crianças, os seus "passarinhos", tal como os apelidava Varys. Como recompensa, ele espera que lhe forneçam informações.

Depois de Sir Gregor espantar as crianças, que se assustam com ele, juntam-se ao Mestre, Cersei e Jaime.

O irmão de Cersei estranha o estado de Sir Gregor e propõe que confirme a sua apetência matando o Alto Septão. A Rainha indica que o vassalo não poderá resistir aos militantes da fé e no final só precisará enfrentar uma pessoa.

Cersei pede que Qyburn reúna informantes em mais cidades, pois pretende aniquilar os inimigos.







No Pequeno Conselho, liderado pelo irmão de Tywin, Mestre Pycelle censura os métodos de Qyburn e pede que Sir Gregor seja morto. Após a sua entrada, acompanhado de Cersei e Jaime, Pycelle cessa a sua intervenção. (Com medo alguém se descuida. Tive dúvidas do que ouvi, mas em conversa com a Sónia dissipei-as. Então Mestre? Mais decoro! ahahah :D)




Ollena Tyrell justifica a sua presença com a intenção de resolver assuntos problemáticos, e acaba por assinalar propositadamente a detenção de Cersei.

A Rainha pergunta ao tio se não considera a morte de Myrcella um assunto sério para ser debatido no conselho. A opção de Cersei e Jaime em juntar-se a eles, faz com que os restantes se retirem.






Tommen pede ao Alto Pardal para que a mãe possa ver Myrcella. No entanto, este não acede, dizendo que ela ainda não reparou todos os seus pecados.

O jovem relembra-lhe da sua posição enquanto rei, ao que o Alto Septão reage falando da forte união entre a Fé e a Coroa perpetuada por Cersei.

O Rei indigna-se pelo facto dela estar a ser citada quando é tida como pecadora. O Septão menciona que Cersei cumpre o seu melhor papel ao ser mãe. (Já vos tinha falado sobre esta qualidade da Cersei aqui: https://cantosuperiordireito.blogspot.pt/2016/02/mulher-es-objeto-seras-game-of-thrones.html)





Alto Pardal indica que o castigo de Cersei é uma vontade dos deuses. Ele refere ainda que os próprios reis devem aceitá-lá, já que é necessário que se valham dos conselhos dos mais sábios. Tommen recorda que o avô lhe deu o mesmo ensinamento, excluindo dele os deuses.


***

Arya continua o seu treino para fazer parte dos "Homens sem rosto". Ela pratica a anulação da sua identidade, fazendo uma enumeração dos elementos da família e dos seus inimigos. A rapariga fala da dúvida entre querer ou não matar o "Cão de Caça".


Ao mesmo tempo, dado encontrar-se invisual, vemo-la apurar outros sentidos e misturar venenos.

Jaen H´ghar apercebe-se da sua evolução, mesmo na luta. Assim, pede que beba da água da lagoa da Casa do Preto e Branco, mas Arya hesita. H´ghar encoraja-a, incitando-a para o facto de ser efetivamente uma rapariga sem identidade.




Milagrosamente, Arya bebe e recupera a visão, tornando-se "ninguém". (Esperem lá, isto não foi um bocado rápido demais?)


***
 



No Norte, o Lorde Umber esclarece que se recusou a jurar fidelidade ao pai de Ramsay porque o considerava fraco. A sua presença ali foi motivada por querer aliados na luta contra os selvagens.

Ramsay promete-lhe auxílio se mostrar fidelidade para com ele. No entanto, Umber recusa ajoelhar-se ao herdeiro dos Bolton e anuncia o presente que lhe traz.

Supreendentemente, reconhecemos os encapuzados: Osha e Rickon Stark. (Bem, aleluia! Ontem, eu e a Susana discutíamos o episódio e concordei com ela quando disse que um dos aspetos negativos da série era o facto de haver personagens que desapareciam por muito tempo. É verdade, no caso, já não víamos estes dois há duas temporadas. E depois, o problema é que no caso de crianças, é difícil explicar as evidentes diferentes derivadas do crescimento.)




Ramsay duvida de que se trata mesmo de Rickon Stark, mas o Lorde Umber prova-o exibindo a cabeça do Cão Felpudo, o lobo do Stark mais novo. (Pelo que ouvi, podemos ter alguma esperança, talvez não seja o lobinho do Rickon e isto não passe de uma artimanha do Umber.)

Osha e Rickon estão agora sob o domínio de Ramsay, que se aproveitará de ambos.



***

Terminamos no Castelo Negro, onde Jon Snow se prepara para enforcar os traidores.

O Comandante concede-lhes umas últimas palavras. Thorne é de todos o mais determinado e refere que se pudesse voltar atrás teria agido da mesma forma, a qual lhe pareceu a mais correta. Ele espera agora pelo descanso, depois de lutar e perder. Em relação a Jon, dirige-lhe o seguinte presságio:


«(...) Lorde Snow, ireís lutar para sempre as batalhas deles.» 

Em último lugar, levanta o olhar para Olly, que sem qualquer mágoa o observa feroz. Não trocaram palavras... (O momento e a angústia de saber o destino daquela criança, colocam-me agora que vejo pela segunda vez o episódio, novamente de lágrimas nos olhos).

Depois da execução, o Comandante despede-se e abandona o compromisso com a Patrulha da Noite.


Fonte: https://media.giphy.com/media/3oEjHUf7j0aFDce0dG/giphy.gif



Adendo: Quando estava a fazer os tópicos para escrever este texto, representei o comportamento de Jon Snow através deste gráfico de frequência cardíaca :D





E quanto a vocês, o que acharam do episódio? Partilhem, vamos trocar ideias :)



Escrito por Mariana Pinto

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