sexta-feira, 27 de maio de 2016

Como vamos de cinema?


The Lobster | Louder Than Bombs | Zootrópolis



Podíamos ir melhor... Maaaas vamos por partes! =D

Os filmes apresentados foram os que vi recentemente e estão dispostos consoante o meu grau de satisfação, sendo que The Lobster foi o de que menos gostei e Zootrópolis o de que mais gostei. Bem sei que os géneros se distanciam muito, no entanto a empatia acaba sempre por falar mais alto quando nos referimos à arte. 



3. The Lobster: A premissa do filme é, na minha opinião, muito boa. Talvez seja por isso que esteja a arrecadar tantos elogios entre os entendidos. 

Num claro ataque à sociedade em que vivemos (onde se dá demasiada importância ao lugar-comum casar e ter filhos), The Lobster transporta-nos para uma outra realidade. Nesta distopia, todos os seres humanos são obrigados a encontrar o «par ideal» (têm, inclusivamente, um prazo para o poderem fazer), caso contrário são transformados num animal e largados na floresta. 

O filme faz uso do completo nonsense e, por mim, tudo bem. Dou-me bem com esse estilo. O que não é tão ''na boa'' é quando o nonsense passa a ser gratuito. Parei de ver o filme assim que uma das personagens mata um cão e há um grande plano do animal jazido, no chão, com uma poça de sangue. Não gostei. Provavelmente não soube interpretar a mensagem da obra cinematográfica, mas decidi que aquele tipo de violência visual não era para mim. 

Porém, deixo-vos uma das falas mais engraçadas. Sarcasmo nível máximo =D 

A propósito das discussões entre casais, uma das personagens aconselha: 


«If you encounter any problems you cannot resolve yourselves, you will be assigned children, that usually helps.»

;D



2. Louder Than Bombs: Este filme também tem as suas singularidades. Não é propriamente uma obra para se apreciar num domingo à tarde. O que me moveu foi mesmo saber que entrava o ator Jesse Eisenberg, normalmente gosto das produções em que ele está presente (não foi o caso desta). A propósito, estou muito ansiosa pelo Now You See Me 2 +.+ 

Através do recurso à analepse e ao sonho, a película apresenta-nos a história de uma família que se tenta reestruturar depois da morte da matriarca. Também com uma pitada de nonsense, vamos assistindo à forma como os três homens fazem o luto. 

A certo ponto, comecei a achar este filme demasiado absurdo, mas vale a pena pela personagem Conrad (Devin Druid). O seu comportamento obsessivo conjugado com o auge da sua adolescência captaram a minha atenção. 



1. Zootrópolis: Para tirar este amargo de boca, decidi assistir a algo que já queria há muito - Zootrópolis, uma animação da Disney, a meu ver, irrepreensível.  


Fonte: http://nafilmu.cz/wp-content/uploads/2016/02/zootopia-movie.jpg

Está tudo perfeitamente calculado e em plena harmonia. Só vendo é que poderão comprovar tamanha beleza. Resta-me adiantar que é uma lição para miúdos mas, sobretudo, para graúdos, já que a nossa tolerância anda pelas ruas da amargura. Nada como a Disney para nos devolver a candura e a bondade. 

Já viram algum destes filmes? O que acharam? =) 



Escrito por Susana Ferreira.

Sem comentários:

Enviar um comentário