quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Livro da Selva

Fonte: https://media1.popsugar-assets.com/files/2016/01/07/755/n/1922398/2355df67d182ce84_JB_Triptych_1-Sht_Full_Online_v4_rev_lg.xxxlarge_2x.jpg


«Eu uso o necessário, 
Somente o necessário
O extraordinário é demais...»
♪ ♫ ♩ ♫



Ver O Livro da Selva foi como se alguém me aconchegasse, com uma manta, numa sesta de domingo à tarde, no sofá. É aquele filme que vos deixa com um sorriso parvo e com uma lágrima marota de origem incerta: nem sabem se ela surgiu de tanto sorrirem ou se foi o resultado dos momentos mais tensos.

Para os mais velhos, a nostalgia de infância é aquele tiro certeiro. A inocência, a vontade de voltar atrás, a Disney, as músicas, a fantasia... Enfim... Para os mais novos, é uma oportunidade excelsa de conhecerem um dos clássicos mais simbólicos da nossa fábrica de sonhos favorita.

Genericamente, o filme é uma adaptação digital do clássico que tão bem conhecemos. Devo dizer que adorei todo o aparato visual... Os pontos altos, para mim, foram os olhos penetrantes e exóticos da nossa Bagheera a sobressair na penugem densa e escura ... E o momento em que o Mogli se senta na barriga do nosso urso preguiçoso Baloo e, seguindo a corrente do rio, cantam o hino epicurista «Eu uso o necessário, somente o necessário...». =)


Fontes: http://www.cartoonbucket.com/wp-content/uploads/2015/10/Mowgli-Sitting-On-Bagheeras-Back-kli323.jpg.
http://assets.teenvogue.com/photos/56b7e2d20d5ec2974922bb84/master/pass/Screen%20Shot%202016-02-07%20at%207.15.25%20PM.png


O símbolo da sabedoria, da experiência de vida e da proteção. A Bagheera e o pequeno Mogli oferecem-nos momentos deliciosos de ternura e de cuidado. 



Fontes: http://blog.diariodecine.es/wp-content/uploads/2013/10/selva2.jpg
https://cdn3.vox-cdn.com/thumbor/tm2ikGYYs_c7l70X4GHjOudCflI=/cdn0.vox-cdn.com/uploads/chorus_asset/file/6341421/junglebaloo.jpg

O momento que mais ansiava era este: The Bare Necessities. É aqui que vocês vão quebrar. :') Demasiada nostalgia junta. Vão aperceber-se de que, realmente, não nos faz mal ser um bocadinho Ricardo Reis e viver sem horas. Já agora, ouçam este instrumental. +.+




Muitas são as personagens do filme que vocês vão identificar, no entanto não posso deixar de falar do imponente Shere Khan.


Fonte: http://assets2.ignimgs.com/2016/01/05/jbtriptychshere-khan-1280jpg-0d6fb6_1280w.jpg

Quando o vi lembrei-me, instantaneamente, do Richard Parker do filme Life of Pi e de como, no fundo, ambos representam o mesmo: a ameaça e a superação dos nossos próprios medos e inseguranças. Todavia, enquanto o Richard Parker é uma versão mais ''dark'' de Pi, o Shere Khan parece-me ser, somente, o gatilho para o amadurecimento de Mogli. 

Fica a sugestão para um fim de semana mais into the wild ;) 




Escrito por Susana Ferreira. 





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