terça-feira, 8 de março de 2016

Nós apostamos em vocês =)

Fonte: http://freshwallpapers.net/download/9032/2560x1600/download/the-hunger-games-mockingjay-part-2-katniss-everdeen.jpg

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher e, como tal, decidimos refletir acerca de algumas experiências das nossas vidas de que nos orgulhamos, ou porque foram acontecimentos felizes ou porque foram acontecimentos que conseguimos ultrapassar. Por enquanto, esta data ainda precisa de ser recordada mas ansiamos o dia em que não vamos precisar dela. Fiquem desse lado e, se desejarem, partilhem algumas histórias connosco ;) Assim como a Katniss, há sempre alguém a apostar numa rapariga em chamas, por isso sejam fortes e positivas! Tenham um dia feliz ;)


Mariana

Com certeza, todos vocês já foram alvo de abordagens no Facebook. No entanto, saberão que existem abordagens e ABORDAGENS .... Pois bem, vou tentar relatar-vos um exemplo. 

A abordagem foi, como devem estar a calcular, de um rapaz. Ele começou por iniciar uma conversa comigo, a qual depressa descambou. Como o conhecia de vista e começou por um cumprimento normal, respondi até ao momento em que a conversa se tornou num monólogo dele, mais ou menos deste género:

- Estás muito bonita na foto que colocaste.
- Mas, talvez, devesses colocar um batom vermelho...
- e deixar o cabelo mais comprido.

Enquanto visualizava estas frases, a minha única reacção foi ri-me e perceber até onde iria tamanha estupidez. 

No entanto, a indivíduo ficou-se por aqui (talvez esperando a minha resposta), e eu, que até ao momento estava "só a observar", num jeito educado e formal (modo com o qual me identifico e considerei apropriado à situação) disse:

- Agradeço muito todas as sugestões, mas dispenso-as.
- Se eu quisesse pedir opiniões, não era decerto a ti!
- Ah, não precisas de dizer que eu sou bonita, eu sei! E exactamente da forma como sou. 

Perante tal resposta, e não contando com a minha frontalidade e destreza, o sujeito aprontou-se a pedir desculpa e dizer que se eu preferisse ele não me "chatearia mais".

Quanto a mim, mantendo o tom, rematei: 

- Assim espero!

Moral: pessoal, muita atenção às abordagens deste tipo, pois estão destinadas a um real falhanço. Outro aspeto, não tentem julgar os outros pelo que vos parecem, principalmente as mulheres, pela aparência frágil ! E mais, nenhuma de nós tem de seguir um padrão estipulado, cada uma sabe como quer transmitir a sua beleza! Neste caso, o sabichão pretendia ser bem-sucedido, quando na verdade, só se revelou ridículo e um terrível engatatão... Já eu, fiz CHECKMAT ;)


Esta situação poderia ser negativa, mas quis falar dela pelo lado positivo. Se vos disser que sou irmã de um rapaz pensarão no quão me torno "vítima" de machismo. Sim, acontecem certos episódios em que o meu irmão e até o meu pai tentam que seja eu a fazer algo, justificando-se com o facto de serem homens.

O facto, é que contrariamente ao que muitas vezes não acontece no exterior, em casa eu falo muito, eu reclamo muito... Portanto, eu não dou sequer espaço para que desenvolvem a argumentação e reitero sempre que homens e mulheres podem fazer tudo, não havendo tarefas específicas. 

Podiam fazer mais, OH... mais isso também eu podia, não fosse a esta tendência natural para a preguiça. Porém, a situação é favorável :D Se o filho se esquiva a muitas atividades por condescendência da mãe (comprovem, o erro entre pai e filho pode ser o mesmo, mas quem vai "sofrer" é sempre o primeiro; filhos são filhos), o pai limpa, cozinha e ainda cede aos pedidos da filha (sim, que eu sei apregoar a igualdade e sair a ganhar :D) 

Em suma, não existem tarefas próprias para homens e mulheres, com paciência e boa vontade todos fazem tudo. Ninguém é menos homem por apanhar a roupa, e sim, por não o fazer ;)


Sónia


Neste momento, trabalho em regime de part-time no hipermercado Jumbo, como operadora de caixa. Ora, como devem calcular, por ser este o meu trabalho, tenho de lidar com todo o tipo de pessoas. Algumas dessas pessoas são senhores, geralmente com idade do meu pai (e alguns mais velhos) que, sabe-se lá porquê, acham que podem assediar-me das várias maneiras possíveis. Eu que, simplesmente, estou a fazer o meu trabalho e tenho idade para ser filha/neta deles. 

Sim, já me elogiaram. Sim, já me disseram que o meu pai tem "muita sorte por ter uma filha assim tão linda". Sim, já me fizeram convites para ir com eles sabe-se lá onde, fazer sabe-se lá o quê. Sim, recebo alguns pedidos de amizade (e mensagens) no Facebook  de clientes que se dão ao trabalho de verem o meu nome no talão da compra que fizeram. Sim, inclusive já quiseram saber a que horas saía do meu local de trabalho para "darmos uma voltinha" (este último até é um cliente habitual que aparece, às vezes, com a mulher e o filho). Tudo isto no meu local de trabalho. 

Ao longo do tempo, fui ganhando estofo para este tipo de situações e sei como reagir a elas. Mas existem pessoas que não sabem como reagir, o que fazer. E é aí que, às vezes, eu penso que este emprego é subestimado. Não cansa fisicamente, mas psicologicamente... 


Não vou referir uma situação concreta; quero salientar todas as conquistas das mulheres até aos dias de hoje! Porque, apesar de ainda vivermos numa sociedade onde o machismo impera, é importante celebrarmos as nossas vitórias ao longo do tempo, e que bom é viver em 2016 e testemunhar algumas delas (como a lei contra o assédio, por exemplo). 
Alguns dizem que a igualdade entre géneros é uma utopia, visto que homens e mulheres são biologicamente diferentes e, por isso mesmo e começando por aí, nunca poderão viver num mundo com direitos iguais. 
Discordo totalmente. As diferenças biológicas em nada interferem em valores  morais e sociais que TODAS AS PESSOAS DEVEM TER como o respeito, a dignidade, a benevolência, entre outras. Por isso, nada impede ninguém de conviver num ambiente harmonioso, onde ambas as partes possam saber ouvir, saber falar, sem atropelamentos. 
Nós, mulheres, ainda temos um longo percurso a percorrer nesta estrada de igualdade entre géneros, mas vamos chegando lá! E isso é tudo o que interessa!


Susana

Há muitos episódios, à semelhança dos retratados acima, que me acontecem no dia a dia e que me deixam no ponto de ebulição! Sim, porque eu sei ser um diabinho… Que veste Prada, claro! ;)


Fonte: http://img.csfd.cz/files/images/user/profile/159/018/159018458_84acf0.gif

Hoje em dia sou capaz de reagir, de responder ou de nem responder (porque, na verdade, há pessoas que nunca vão ter talento para a boa educação).  

No entanto, o que vos quero relatar remonta aos meus tempos de adolescente de liceu. Era demasiado frágil e demasiado insegura para perceber que a vida não se resumia a uma sala de aula, onde pessoas ainda mais inseguras e tóxicas queriam superar os seus demónios rebaixando outras pessoas. 

E cá estamos nós, num cenário típico de filme de high school americano. 

Sim, sofri daquela epidemia chamada bullying. Sem dramatismos, confesso que foram tempos angustiantes. Alegadamente, a minha aparência não agradava aos indivíduos e isso dava-lhes o direito de exercer pressão psicológica sobre mim.  


Este breve testemunho serve para realçar três coisas: 

1) Meninas, ninguém tem o direito de opinar ou de arrasar a vossa confiança. As únicas pessoas que decidem sobre o vosso aspeto são vocês mesmas. Não precisam da aprovação de ninguém, seja homem ou mulher. 

2) O bullying não é ‘’normal’’ nem é uma ‘’brincadeira’’ de miúdos. Nunca se conformem com uma realidade dura porque não é suposto viver assim!

3) No fim, tudo acaba bem. Acreditem. A vida segue, crescemos e o mundo volta a ser colorido. Afastem as pessoas maliciosas da vossa vida, cuidem de vocês, façam o que vos deixa felizes e NUNCA cedam a pressões! 


Canto Superior Direito.

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