sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

«Seda»

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Num jardim de lírios, Hérve conta a sua história de amor ao jovem Ludovic. 
Tive a ousadia de tomar a sua voz e, hoje, sou eu a narrá-la. 

Hérve Joncour está no exército francês, não por vocação, mas para agrado dos pais abonados. Por este facto, adia o casamento com aquela a quem amou desde o primeiro olhar, a bela Hélène.
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O destino trata de o favorecer e, assim, surge Baldabiou, pronto a reabrir a fábrica de seda da cidade, cuja matéria-prima padeceu devido a uma doença, e fazer dela um grande negócio.

Com necessidade de um diplomata, Baldabiou propõe a Hérve, que tem como homem inteligente, a ida a África em busca de ovos de bichos-da-seda. 

Livre da profissão impingida, casa com Hélène e cumpre o seu propósito comercial. 

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Pouco tempo depois de chegar, Hérve é pressionado por Baldabiou a alargar horizontes e adquirir os benditos ovos no Japão, onde se fabrica a seda mais perfeita do mundo. 

Neste país, o jovem consegue, através da retórica, o produto pretendido. 

Enquanto dialoga com o chefe Hara Jubei, Hervé assiste aos rituais de hospitalidade praticados pela sua concubina

Ele não consegue parar de olhar esta mulher, que não conhece e com quem nunca falará. O deleite intensifica-se com um bilhete deixado pela mesma, o qual só mais tarde decifrará.

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A mercadoria faz crescer exponencialmente a produção, e a cidade francesa vive uma época faustosa.

 O mesmo se aplica a Hérve, que realiza o sonho de Hélène e compra uma boa casa, com um jardim pronto a ser adornado.

O casal viveria harmoniosamente, não fosse a ausência de um filho, que depois de várias tentativas insiste em não chegar.

Hélène justifica com este facto o seu choro inesperado, mas talvez o motivo seja dado pelo sexto sentido feminino.

 Para preencher essa falta, os dois acarinham o pequeno Ludovic, filho da senhora que ajuda Hèlène com a casa.

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O negócio obriga a uma nova viagem ao Japão mas, desta vez, algo parece ter mudado. Quando pisa terra, Hérve percebe que o local estava deserto. 

Um jovem que ali continuou, não por acaso, explica-lhe que o povo atravessou uma guerra e indica-lhe a direção da fuga dos sobreviventes. 

Hara, contudo, deduz a presença de Hérve e indo ao seu encontro, opta por não matá-lo. A escolha tomada em detrimento desta, fere-o ainda mais. 

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No caminho, os ovos que havia ainda conseguido em regiões próximas ao Japão, estavam mortos devido às temperaturas desfavoráveis. 

De volta à França, Hélène recebe-o extasiada, pois tinha-o já como morto. 

A partir daí, mudanças começam a despoletar: a saúde de Hélène deteriora-se, a falta de matéria-prima dita o encerramento da fábrica de seda, Baldabiau sai da cidade. 

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Certo dia, Hérve recebe uma carta vinda de Tóquio e antevê a emissora. A carta será interpretada pela mesma pessoa que descodificou o bilhete anterior.

Hélène não resiste e a sua própria sepultura adorna agora o jardim de lírios que planeou nos seus desenhos.

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No final, ela, que viveu na sombra, vem a cena e reproduz a sua fala final:


Meu Querido Mestre…




Não te assustes.
Não te movas.
Não fales.
Ninguém irá ver-nos.
Fica onde estás.
Quero olhar para ti.
Temos a noite toda para nós…
E quero olhar para ti.
O teu corpo para mim.
A tua pele.
Os teus lábios.
Fecha os teus olhos.
Ninguém pode ver-nos…
E eu estou aqui do teu lado.
Sentes-me?
Quando eu te tocar pela primeira vez…
Será com os meus lábios.
Vais sentir o calor, mas não vais saber onde.
Talvez seja nos teus olhos.
Vou pressionar a minha boca nos teus olhos.
E vais sentir calor.
Agora abre os teus olhos, meu amor.
Olha para mim, os teus olhos nos meus seios, os teus braços a erguer-me, deixando-me escorregar ao teu lado. O meu choro fraco, o meu corpo a tremer.
Isto não acabará nunca.
Não vês?
Vais estar para sempre a olhar para trás…
E eu vou ficar para sempre a enxugar as minhas lágrimas.
Este momento tinha que ter acontecido, ele está a acontecer, este momento vai continuar de agora para sempre.
Não vamos ver-nos mais.
O que tínhamos que fazer, já fizemos.
Acredita em mim, meu amor.
Fizemos isso para a eternidade.
Preserva a tua vida longe do meu alcance e, se te deixar mais feliz…
Não hesites nem por um momento em esquecer esta mulher que diz sem nenhum traço de arrependimento:

Adeus


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Podem pensar que vos entreguei todas as cartas, no entanto creiam piamente em mim quando vos digo que só terão acesso aos momentos essenciais do filme se efetivamente o virem. Só depois, compreenderão o encadeamento de cada cena e principalmente, o soberbo final.

Assistam, apaixonem-se por esta narrativa!

(Fonte da imagem que acompanha a carta: http://ap1.alchetron.com/cdn/Silk-2007-film-images-c6c6c775-2f20-4a38-b0e5-c7b62a3f194.jpg?op=OPEN)



Escrito por Mariana Pinto

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