quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

7 coisas que eu odeio sobre a sociedade.

Olá a todas e a todos!

Ultimamente, tem sido muito proclamada a defesa de direitos iguais para homens e mulheres e o movimento feminista tem vindo ao de cima através das várias formas de arte (literatura, música, cinema, etc) e dos diferentes meios de comunicação.
Defensora ativa da igualdade entre géneros, venho falar-vos de determinadas situações do dia-a-dia, que, a meu ver, não fazem sentido algum ainda existirem.

1. O rosa é para as meninas e o azul para os meninos.

Eu só gostava de conhecer o/a idiota que inventou tal coisa. O facto de cada género ser associado a uma cor distinta é grave.... agora o problema começa quando se vê um rapaz a usar cor-de-rosa. UI. «É proibido, seu "paneleiro", "bicha", "gay". Que pensas que estás a fazer?! Como ousas usar uma cor que é estritamente das meninas?! As meninas podem usar azul à vontade, agora tu não podes usar cor-de-rosa!!!»
O engraçado é que eu lembro-me bem de uma moda que surgiu por volta de 2006/2007, em que era super cool um rapaz possuir no seu armário, pelo menos, um pólo ou uma t-shirt em tons de rosa. As raparigas deliravam. Tanto, que até acho que isso passou a ser uma espécie de requisito, caso o rapaz quisesse cair nas graças das raparigas: tinha de ser giro, alto, cabelo à beto e ter pólos/ t-shirts cor de rosa. Sem isso, nada feito. Aí já ninguém era "bichinha". Então, eu imploro que esta moda volte!!! Se isso contribuir para que esta ideia caia por terra, então por favor, meninos e homens deste mundo, usem só cor-de-rosa a partir de hoje!

2. AAAAAH, o terrível ato de comprar preservativos.

Quem diz preservativos, diz qualquer item para fins sexuais, comprado em hipermercados. Se for um rapaz, «muito bem, sim senhora, está a proteger-se, já não existem pessoas assim hoje em dia». Se for uma rapariga, «MEU DEUS QUE PORCA! COMO ASSIM ESTÁ A COMPRAR PRESERVATIVOS?!»

A sério?

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Squidward_Tentacles

Eu pergunto: as pessoas têm relações sexuais sozinhas? Não pois não? Não deviam, homens e mulheres, estar, igualmente, protegidos (estando ou não numa relação)? Então expliquem-me este fenómeno como se eu fosse muito burra. A ideia de que só os homens podem usufruir de relações sexuais e que as mulheres têm de, obrigatoriamente, permanecer virgens e imaculadas devia ter ficado no tempo nos nossos avós, gente. Afinal, as mulheres também possuem um lindo e maravilhoso órgão genital!

3. Queres ir para uma discoteca no final da noite? Pagas o dobro e é se queres!

Para mim, um dos maiores flagelos sociais. Então vamos lá ver... na minha opinião, quando vamos para uma discoteca temos dois objetivos: 1) engatar alguém, porque não há melhor espaço e ambiente para esse fim; 2) o querer prolongar, realmente, a noite com música e convívio com os amigos. Sendo que, obviamente, impera o primeiro objetivo.
Então, eu pergunto: se um conjunto de pessoas, HOMENS E MULHERES, se dirigem para um determinado sítio para o mesmo fim.... POR QUE CARGA DE ÁGUA OS HOMENS TÊM DE PAGAR MAIS DO QUE AS MULHERES?! Tipo, isto não faz o mínimo de sentido na minha cabeça.
Já houve raparigas que me disseram: «ah, mas sabes, nós temos de ir para uma discoteca de saltos altos, bem vestidas, com decotes, temos de fazer esse esforço e então é por isso que merecemos pagar menos» ................................... temos de ir?! onde é que está essa lei que eu não conheço?! Pago o mesmo se for de sapatilhas e de camisola de lã. Por favor.

4. Estamos em 2016 e ainda existem as famosas "ladies' night".

Para já, e na minha modesta opinião, este conceito de entretenimento sempre puxou um pouco o azeite. Mas eu percebo esta estratégia, atenção. Agora, por que motivo não existe, então, uma "gentlemen's night" , onde os queridos possam, sei lá, beber 3 bebidas e só pagar uma? Será que é assim tão descabido? Da mesma forma que existe a "casa das meninas" mas não existe a "casa dos meninos" (que eu conheça!!)... porquê? É igualmente descabido as mulheres pagarem para terem prazer? Não me parece.

5. Viver juntos? Um sonho tornado realidade.


Por incrível que pareça, ainda existem pessoas (e não só homens, o que é ainda mais grave) que acreditam piamente que têm de existir determinados papéis dentro de quatro paredes. Ou seja, a mulher cozinha, lava, esfrega, varre, cai mil vezes do banco ao tentar colocar os cortinados da sala, etc, enquanto o homem faz aquele exercício duríssimo que é pegar na cerveja, sentado no sofá. Claro que, e como já devem ter percebido, quase tudo o que aqui está escrito é generalizado; felizmente, há exceções à regra, e cada vez mais as exceções se estão a tornar numa regra. Contudo, toda a gente sabe que isto ainda acontece. Da mesma maneira que existem relações onde há um ser dominador e um que é dominado.
Muitas pessoas ainda acreditam que "o lugar da mulher é na cozinha". Eu só acho que, se é para ser assim, ela não precisa de viver com outra pessoa.


6. Se és mulher, nem te atrevas a beijar mais de 5 pessoas na tua vida inteira.

AAAAH, adoro esta questão. E contra mim falo, atenção! Esta é uma ideia tão mas tããããão enraizada na sociedade que eu acredito que ainda vai demorar séculos até que desapareça. Uma mulher que tenha, com frequência, casos de uma noite, é rotulada daquilo que nós sabemos. Um homem, também o é, mas não faz mal. Eu própria adorava ser mais mente aberta neste assunto (falta-me um danoninho), porque o habitual comentário «porrra, aquela comeu a, b, c, d, e, f?? que p***!!» sai da boca para fora mais vezes do que eu gostaria. A verdade é que cada um sabe de si e a forma como cada um vive a vida não deveria ser visto como um problema para outras pessoas. Visto que até, na maioria dos casos, não lhes faz diferença.
Por que é que uma mulher, dona do seu corpo, já não serve para ter uma relação, casar, constituir família, caso goste de sexo ocasional? A maioria dos homens e, principalmente, mulheres pensam assim. Fica a pergunta no ar.

7. As boquinhas das meninas são santas.

Por fim, algo de que eu "sofro" bastante no meu dia-a-dia. Quem me conhece, sabe que falo de tudo, sem restrições, sem vergonha, nada. E, além disso, sou uma pessoa que acredita piamente na cura dos problemas ao dizer muitas asneiras. Acontece que a sociedade acha que uma lady, uma princesa, deve ter tento na língua e não falar sobre assuntos considerados tabu. Muito menos proferir coisas grosseiras. 
O que as pessoas não sabem ou não entendem é que, falando por experiência própria, há sítios e sítios e ambientes e ambientes. Obviamente que entre amigas eu estou 200 % à vontade. Num local de trabalho, por exemplo, não. E acho que é isso que importa, na verdade. 


E vocês, concordam ou discordam de alguma coisa? Que têm a acrescentar?
Beijinhos.
Escrito por Sónia Dias.





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