sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

A essência de “American Horror Story”

(Fonte: http://www.minhaserie.com.br//images/highlights/000/008/681/10148.jpg)

American Horror Story é uma série de televisão, norte-americana, de terror-drama, criada e produzida por Ryan Murphy e Brad Falchuk.
AHS é inspirada em vários filmes e séries de terror como “Se7en”, “The Shining”, “Entrevista com o Vampiro” e “Dark Shadows”.
Trata-se de uma série antológica onde cada temporada é uma história independente, com personagens diferentes e com enredo próprio. Mas, ao longo das temporadas, percebemos que as mesmas estão interligadas.
Murphy e Falchuk levam o terror a outro nível com AHS, pois o objetivo principal passa concretamente por assustar os espectadores, isto é, depois de assistirem a um episódio as pessoas não permanecem em equilíbrio.
A série aborda temas como o crime, depressão, vício, automutilação, assassinato, entre muitos outros. O terror está perfeitamente mesclado com os mesmos, contando com várias “criaturas” típicas do género, como vampiros, minotauros, imortais e zombies. 
A vasta exploração de temas deve-se ao facto de Murphy querer que cada um dos espectadores se identifique e explore os seus medos, ansiedades e problemas, convencendo-nos durante os vários episódios e temporadas que todos nós temos um dark side, o qual pode fazer de todos nós um Tate Langdon, um Dandy Mott ou um John Lowe.

Tate Langdon, personagem de American Horror Story - Murder House
(Fonte: http://img4.wikia.nocookie.net/__cb20140302094635/degrassi/images/0/0f/AHS_-_Tate_Langdon_set_(3).gif)

Escrito por Sara Gil


De facto, Sara, American Horror Story, coloca em tela todos os tópicos que excitam o horror. 
Na série, os dois mundos, podemos designá-los de “mundo dos vivos” e “mundo dos mortos”, interpenetram-se. Na verdade, aqueles que perdem a vida ficam para sempre no lugar onde ocorreu a sua morte e passam a conviver plenamente com os vivos. A interação é tão “real” que envolve mesmo relações sexuais entre os sujeitos das duas dimensões. 


Sally e John Lowe, personagens de American Horror Story - Hotel
(Fonte: http://i.imgur.com/xDs2oc6.gif)


Este universo encontra-se também habitado por psicopatas, os quais seguem o comportamento próprio da patologia de que sofrem, pessoas aparentemente estáveis, sociáveis, que revelam bondade e segurança para com os outros. Em alguns casos, é completamente devastador assistir à revelação de uma destas personagens, que num momento premeditado mostra o seu verdadeiro “eu”. Noutros, depois de alguns episódios, conseguimos compreender que algo obscuro está por trás de certa pessoa e, embora tenhamos ganhado afeição pela máscara, quando descobrimos a verdade, temos consciência de que sempre soubemos dessa anteface. 

Oliver Thredson/Bloody Face, personagem de American Horror Story - Asylum
(Fonte: http://uproxx.files.wordpress.com/2013/01/new-bloody-face.gif?w=650)



AHS abre ainda espaço para o sobrenatural, e coloca em confronto bruxas pertencentes a dois ramos diferenciados: Salem e Vodoo. A série exibe algumas das práticas sinistras próprias de cada uma, e assinala como ser integrante de uma das duas formas de religião implica um compromisso pago com a própria vida.

Marie Laveau, personagem de American Horror Story - Coven
(Fonte: http://24.media.tumblr.com/8504c93df8494b137bdbe6b92e446591/tumblr_mw87zygukQ1qi0thko3_500.gif)



Perseguindo a tradição de filmes como “Freaks”, a série traz-nos a temática da diferença, como sempre, aliada ao horror. Com inspiração em pessoas com deformidades bizarras, as personagens diferentes reúnem-se e tornam-se atratividades. Elas não procuram a aprovação da sociedade, sabendo de antemão que nunca a terão, mas querem o respeito. Quando estas pessoas se sentem ameaçadas, alguém fere a elas ou aos seus pares, a sua vingança justifica o título de “monstros”. 

Bette e Dot Tattler, personagens de American Horror Story - Freak Show
(Fonte: http://images.techtimes.com/data/images/full/21882/american-horror-story-freak-show-airs-on-wednesday-night-at-10-pm-et-on-fx.gif?w=600)


Escrito por Mariana Pinto

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