terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Como superar janeiro (e outros meses difíceis)

Olá, de novo! Bom ano! Ainda se pode dizer bom ano? 🎇🎆

Estes três meses de ausência serviram para pôr as séries em dia, certo? É que hoje trago mais umas para vos motivar para 2019 (embora a época dos posts «como entrar com o pé direito em 2019» já tenha apanhado um certo bolor).  

1. Baby 



Fonte: http://br.web.img2.acsta.net/pictures/18/11/13/10/18/2407755.jpg



Começamos em língua italiana, com a apresentação do quotidiano de duas jovens romanas: Chiara e Ludovica. Ignoradas pelos respetivos familiares e amigos, as raparigas decidem apoiar-se uma na outra e aproveitar a sua jovialidade. Se, no colégio, o uniforme as descaracteriza, é na noite de Roma que libertam os seus demónios. Bonitas, inocentes e desejosas de afirmação, as adolescentes acabam por travar conhecimento com fundadores de uma rede de acompanhantes de luxo. A primeira temporada é constituída por seis episódios (com uma média de 40 min. de duração) e está disponível, assim como as que se seguem, na Netflix. Não tenham reservas quanto à língua e aproveitem para memorizar algumas palavras de bolso. 





2. Plan Coeur 


Fonte: https://images.justwatch.com/poster/98188757/s592

Já em França, a desajeitada Elsa, quase a chegar aos trinta, volta para casa do pai, depois de uma relação amorosa rompida. Sem espaço próprio e com um trabalho pouco interessante na Câmara Municipal de Paris, Elsa atravessa um momento delicado. Contudo, quando se tem duas amigas divertidas, como Charlotte e Emilie, não há abatimento que resista. Para grandes males, grandes remédios e, assim sendo, as duas decidem contratar um prostituto para arrebitar a jovem. Elsa, sem nada saber, sorria. E, para além de sorrir, também se apaixona pelo prestador de serviços, Jules. Claro que o rebuliço é absolutamente expectável, mas muito, muito engraçado. Até agora, Plan Coeur está dividida em cerca de oito episódios (com 25 a 30 min. de duração).






3. Sex Education



Fonte:
 http://www.tribunadeituverava.com.br/wp-content/uploads/2019/01/
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Continuamos de bom humor, mas, desta vez, no Reino Unido. Estreou a 11 de janeiro e já deu muito que falar, uma vez que oferece verdadeiras aulas de educação sexual ao seu público. Otis (Asa  Butterfield, sim o menino da «Invenção de Hugo») tem dezasseis anos, é virgem e a sua mãe, Jean (Gillian Anderson, a senhora de «The X-Files»), é sexóloga. A inexperiência de Otis podia rotulá-lo de mais um banana de liceu, não fosse o seu talento para ouvir e aconselhar acerca dos problemas sexuais dos alunos (que, amiúde, têm origem em inseguranças ou em traumas do passado). Ao longo dos anos, Otis foi ouvindo as consultas da mãe à socapa e, daí, conseguiu reunir um acervo de conhecimentos úteis. Juntamente com Maeve, resolve abrir uma clínica ilegal na escola, de modo a ajudar os colegas e a obter algum lucro. Composta por oito episódios (50 min. de duração), Sex Education é mais um grande sucesso que versa sobre os valores da amizade e da tolerância. Das três, a minha favorita e a mais urgente para tirar alguns macaquinhos do sótão.




Escrito por Susana Ferreira. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

YOU 👀📚

Eu sei, eu sei... Já lá vai uma eternidade... Não há desculpas! Estas evitam-se, mas a série que vos trago... Façam de tudo para a ter nas vossas vidas, o quanto antes. (Mesmo!)

Quis o universo que eu me formasse em Letras, contudo a primeira opção que escrevi lá na folhinha de ingresso para a universidade era Psicologia. Não sei se esse é que era o caminho certo ou se, nesta altura, já seria demasiado lúcida para o meu gosto. Enfim, possibilidades que não foram exploradas, no entanto, nada que um bom thriller psicológico não resolva.

A mente humana é aquela caixinha que, quando menos se espera, nos brinda com um palhaço maroto e bêbedo de mola. Mais tarde ou mais cedo, a mola dá de si e quase nos esbofeteia com essa figura sinistra do circo.

A série que vos apresento, YOU, versa sobre um rapaz que, claro está, não tem a mola afinada. Joe é um fulano muito interessante: dono de uma livraria, conversa inteligente, atencioso, humor clássico, low profile. O nosso protagonista conhece Beck, uma moça bonita e igualmente culta, quando a jovem estudante de Literatura se dirige à loja para adquirir uma obra de renome. À primeira vista, ambos ficam fascinados um pelo outro, passarinhos chilreiam, as personagens riem em slow motion e trocam olhares profundos. Tinha tudo para dar, não tinha? Tinha, não fosse o nosso Joe obsessivo e exímio na arte do stalk.



Fonte:https://cdn-images-1.medium.com/max/1600/1*ZEplP22VfhZhEX2dnhqDyw.jpeg


Apesar de ser um perseguidor na verdadeira aceção da palavra, o caráter de Joe não é linear. Há, efetivamente, comportamentos reprováveis que violam a lei de uma ponta à outra, porém o lado sensível e cortês também se manifesta. É-nos dado um vilão next door que controla a amada pelas publicações e pelas mensagens que constam das redes sociais, uma vez que, na sociedade moderna, a verdade encontra-se sempre online. A insegurança e a falta de amor próprio, fazem com que Joe extrapole os limites da grande teia e ataque, fisicamente, os obstáculos que afrontam a felicidade de Beck. Por outro lado, como referi, o diagnóstico de perseguidor maníaco não impede Joe de ser uma boa referência para os que o rodeiam.


Fonte:https://www.austinchronicle.com/binary/46a2/ATX-you.jpg


E aqui entra a velha história ''nem os bons são tão bons, nem os maus são tão maus'' (A Mariana já escreveu sobre este assunto. Leiam.). Para além de orientar o vizinho Paco para as boas leituras e para o mundo imaginário, também o consola do drama de violência doméstica que existe dentro do lar. De modo a preservar a infância do garoto, vai, aos poucos, plantando-lhe o gosto pelos livros.


Fonte:http://images6.fanpop.com/image/photos/41400000/
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Com Beck, esmera-se para ser o namorado perfeito, dando-lhe tempo e incentivando a jovem a aperfeiçoar as suas capacidades de escrita. Enquanto isso, nos bastidores, vai eliminando as amizades e as relações frívolas que impedem Beck de manter uma vida pessoal saudável e um percurso académico imaculado. Todavia, Joe mostra-se um vilão sem plano: age por impulso, fia-se no raciocínio rápido de ocasião, na sua atitude de romance de cavalaria e na audácia. O espectador fica à beira de um ataque de nervos, já que o livreiro, desajeitado, nunca é apanhado por um triz. Sim, é possível que se sintam culpados pelo facto de desejarem, secretamente, o êxito de Joe. 😉

Bom, sendo a mente humana uma surpresa, devo aguçar a vossa curiosidade dizendo que o protagonista não é o único que esconde segredos. Numa sociedade plástica, a bondade fica a meio do caminho e cede, o outro meio, ao medo, à frustração e ao supérfluo. É neste momento que o palhaço de mola se solta da caixa.

YOU será constituída por dez episódios, exibindo, esta semana, o sétimo capítulo. Aconselho vivamente, para uma reflexão acerca do mundo tecnológico, das relações de amor e de amizade (num tempo onde tudo se partilha nas redes sociais) e da nossa pegada digital.





Escrito por Susana Ferreira. 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

As Aventuras Épicas do Capitão Cuecas


Para os fãs, regozijem, a Netflix tratou de trazer uma adaptação da famosa banda desenhada com o mesmo nome, desenvolvida pela DreamWorks Animation. A série é também baseada no filme, lançado em 2017, Capitão Cuecas O Filme.

Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/e0/The_Epic_Tales_of_Captain_Underpants.png




Os dois rapazinhos irrequietos, George e Harold, constantemente dispostos a pregar partidas, acabam sempre por ser severamente repreendidos pelo diretor da escola, o Sr. Krupp. Este torna-se o personagem das histórias em banda desenhada que os dois criam. A surpresa acontece quando inexplicavelmente a figura ganha vida, o Sr. Krupp transforma-se em Capitão Cuecas. A partir daí, desdobrar-se-à entre o exigente e maldisposto diretor e o herói pronto a solucionar as situações mais mirabolantes da escola. 



Fonte: https://d1xfgk3mh635yx.cloudfront.net/sites/default/files/styles/original/public/image/attached/1046851-cappd10301040310rgb-1280.jpg?itok=n3NzYSJ2




Assim, enquanto são alvo do ódio do Sr. Krupper, que já os colocou de parte, George e Harold conseguiram a proeza de fazer com que o Capitão Cuecas saltasse das páginas e se apresentasse como um protagonista aparentemente patético mas que se redime do seu papel real e odioso. 


Fonte: https://nypdecider.files.wordpress.com/2018/07/cap_pd104_01175717_rgbcrop.jpg?quality=90&strip=all




Peço que se desconhecem, se deixem envolver por estas aventuras, e revivam um pouco do espírito tenro que nos deve acompanhar e animar no decorrer dos anos 😊



Fonte: https://i.imgur.com/vMih9YK.gif?noredirect



       
Escrito por Mariana Pinto