terça-feira, 7 de agosto de 2018

As Aventuras Épicas do Capitão Cuecas


Para os fãs, regozijem, a Netflix tratou de trazer uma adaptação da famosa banda desenhada com o mesmo nome, desenvolvida pela DreamWorks Animation. A série é também baseada no filme, lançado em 2017, Capitão Cuecas O Filme.

Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/e0/The_Epic_Tales_of_Captain_Underpants.png




Os dois rapazinhos irrequietos, George e Harold, constantemente dispostos a pregar partidas, acabam sempre por ser severamente repreendidos pelo diretor da escola, o Sr. Krupp. Este torna-se o personagem das histórias em banda desenhada que os dois criam. A surpresa acontece quando inexplicavelmente a figura ganha vida, o Sr. Krupp transforma-se em Capitão Cuecas. A partir daí, desdobrar-se-à entre o exigente e maldisposto diretor e o herói pronto a solucionar as situações mais mirabolantes da escola. 



Fonte: https://d1xfgk3mh635yx.cloudfront.net/sites/default/files/styles/original/public/image/attached/1046851-cappd10301040310rgb-1280.jpg?itok=n3NzYSJ2




Assim, enquanto são alvo do ódio do Sr. Krupper, que já os colocou de parte, George e Harold conseguiram a proeza de fazer com que o Capitão Cuecas saltasse das páginas e se apresentasse como um protagonista aparentemente patético mas que se redime do seu papel real e odioso. 


Fonte: https://nypdecider.files.wordpress.com/2018/07/cap_pd104_01175717_rgbcrop.jpg?quality=90&strip=all




Peço que se desconhecem, se deixem envolver por estas aventuras, e revivam um pouco do espírito tenro que nos deve acompanhar e animar no decorrer dos anos 😊



Fonte: https://i.imgur.com/vMih9YK.gif?noredirect



       
Escrito por Mariana Pinto
    

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Get Out - Os monstros são todos humanos


Chris e Rose seriam um casal comum aos olhos da sociedade se a cor de pele não os distinguisse automaticamente. E esse é o motivo que faz Chris temer a visita aos pais dela. 

O receio parece desvanecer quando a família o recebe de braços abertos, embora tenha de tolerar a tentativa fracassada do pai de Rose ser engraçado e a obsessão do irmão pela sua destreza física. 

Fontehttps://cdn-stream.httpid.com/c201/wp-content/uploads/2018/03/get-out-dinner.jpg


A mãe, que se mostra muito gentil, convence Chris a experimentar uma sessão de hipnoterapia para curar o seu vício de tabaco. Contudo aproveita para o fazer revisitar um acontecimento do passado que o martiriza até ao presente. 

Fonte: https://metrouk2.files.wordpress.com/2018/03/get-out.jpg


Ele acaba por se intrigar com a empregada e o caseiro da casa, tentando interagir com os dois, Chris constata a estranheza das duas figuras, percebida nos gestos e no próprio discurso. 

Fonte: https://78.media.tumblr.com/4db0fd376926d93403b0263eb71227e5/tumblr_opyhhkqd5e1qa3emao5_540.gif

Fonte: https://cdn-images-1.medium.com/max/800/0*82qF7pVhPo-182tQ.


A reunião anual da família acontece e serve para adensar a apreensão de Chris que é alvo da atenção de todos, os mesmos que elogiam o seu porte físico e destacam as qualidades da raça negra. 

Sentindo-se ímpar, Chris tenta socializar com alguém que parece reconhecer. No entanto, as roupas e a forma como se comporta não se adequam com a pessoa que conhecia. A certa altura, quando Chris desconfiado, tenta fotografá-lo, o indivíduo altera-se e dirigindo-se a Chris, diz: 


— Foge!


Fonte: https://img.wonderhowto.com/img/11/50/63644369523394/0/throw-regular-clothes-for-halloween-still-terrify-everyone-as-characters-from-get-out-group-costume-guide.w1456.jpg


Este acontecimento faz com que Chris decida ir embora. Ele explica a estranheza das situações a Rose que tenta acalmá-lo. Não conseguindo demovê-lo, os dois preparam-se para partir. 


Mas não será assim tão fácil, já que como Chris sempre suspeitou a fixação com os negros tem uma explicação, mais sórdida do que ele e nós espetadores poderíamos imaginar e que nos faz pensar até onde pode chegar a deformidade da mente humana. 

A questão é



Quem dá mais?

Fonte: https://mariholman.files.wordpress.com/2018/02/get-out-leilacc83o.jpg?w=744&h=327





Escrito por Mariana Pinto

sábado, 28 de julho de 2018

Sharp Objects 🔪

Fonte: https://i.imgur.com/oYcyl6A.jpg:large



Camille Preaker (Amy Adams) vive numa espécie de purgatório. Esse lugar difuso situa-se, neste caso, em Chicago. Profissionalmente, Camille é uma jornalista que cumpre as suas obrigações, no entanto é impossível esconder o cheiro profundo a Vodka e o aspeto desleixado com que se apresenta no quotidiano. A motivação é pouca, mas a bebida e o Ipod lá desempenam a máquina. 



Frank Curry, o editor do jornal St. Louis Chronicle, é daqueles patrões com um coração no lugar do coração. Raro. Percebendo que a subordinada Preaker está a cavar um buraco cada vez maior, tira-a do purgatório e envia-a para o inferno, que é como quem diz, Wind Gap. Curry julga que o melhor para a sua jornalista é voltar ao lugar onde nasceu, para junto da família, resolver os assuntos pendentes. Assim sendo, incumbe-a de investigar assassinatos de crianças que estão a suscitar a curiosidade dos populares. 




Fonte: http://www.magazine-hd.com/apps/wp/wp-content/uploads/2018/06/sharp-objects.jpg



Muito contrariada, Camille assente a decisão. Quando chega a Wind Gap,... O espectador é surpreendido. Para além de nos aparecer uma cidade com contornos místicos, aparece-nos uma família bem peculiar. A mãe, Adora Crellin, é a figura mais caricata: é como se uma Hippie se fundisse com a Cruella de Vil ... Obtemos uma maldade encoberta com a premissa de ''paz e amor''. Ora dança, ora arranca umas pestanas dos próprios olhos, ora se mostra desolada com as vítimas da cidade, ora controla Camille até à exaustão, ora brinca com a filha mais nova às casinhas de bonecas. Note-se que Amma, a irmã mais nova de Preaker, já é quase uma mulher feita, mas ainda põe uns vestidos rodados, um laço no cabelo e distrai-se com umas Barbies. Muito estranho, não é?



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Fazendo-se acompanhar por uma garrafinha de álcool, a jornalista lá vai trabalhando nos casos que assombram a região. De dia, entrevista algumas testemunhas e, de noite, escreve os textos encomendados. Pelo meio, o espectador fica desconfiado de que há algo superior que, certamente, justifica os litros e litros de Vodka. Antes de Amma, a irmã mais nova de Camille era Marian Preaker, que morreu aos onze anos. Marian vai aparecendo em alguns flashbacks, sobressaltando Camille. Aos poucos, vamo-nos apercebendo da culpa e da tristeza que a jornalista sente por causa desta tragédia tão prematura. 



Wind Gap devolve os fantasmas a Camille. Por mais que peça ao seu editor para regressar a Chicago, este diz que ainda não é o momento certo. É no final do primeiro episódio desta minissérie da HBO que conhecemos a verdadeira adição da personagem principal: a automutilação. As camisolas de manga comprida (faça chuva ou sol), a admiração pelos ditos ''objetos afiados'', o pouco cuidado com o aspeto físico e a bebida escondem palavras que foram gravadas ao longo de todo o corpo, com agulhas, parafusos e mais. Entre essas palavras, encontram-se os títulos de cada um dos oito episódios da série. 



A prestação da Amy Adams está sublime e o argumento, para além de retratar uma doença muito sensível, não deixa de envolver o espectador em mistério e numa aura quase sobrenatural. Se, por um lado, queremos que Camille se mantenha focada e que não ceda aos desejos de morte e à voz interior que a faz odiar-se, por outro lado, ansiamos que se descubra o responsável pelos homicídios das diversas crianças. Eu cá já tenho as minhas suspeitas e recomendo que vejam e que partilhem comigo as vossas. 😊 Já sinto muitas nomeações para o lado da Amy! 🏆




Escrito por Susana Ferreira.